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Vacina da Pfizer reduziu em 75% as infecções pelo coronavírus menos de 1 mês após primeira dose, aponta estudo preliminar

Profissional de saúde prepara dose da vacina contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech em Ashkelon, sul de Israel, no dia 20 de dezembro. — Foto: Gil Cohen-Magen/AFP

A vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 reduziu em 75% a transmissão do coronavírus Sars-CoV-2 menos de um mês após a aplicação da primeira dose, segundo um estudo preliminar publicado na quinta-feira (18) na revista científica “The Lancet”. A pesquisa foi feita com 9.109 profissionais de saúde no maior hospital de Israel.

O dado é importante porque, até agora, poucos estudos foram feitos sobre a capacidade das vacinas de reduzir a transmissão do vírus – e não só os casos sintomáticos de Covid-19. Na pesquisa, além de diminuir a transmissão do vírus, a vacina também reduziu em 85% os casos sintomáticos da Covid.

Os cientistas israelenses pontuam, entretanto, que os resultados “precisam de validação adicional por meio de vigilância ativa”, comparando pessoas vacinadas e não vacinadas. Eles apontam que as reduções vistas nos profissionais de saúde podem ser diferentes das vistas na população em geral, por causa da maior exposição desses profissionais ao vírus ou a cepas mais virulentas e infecciosas.

A vacina da Pfizer, apesar de ter sido testada no Brasil, não está disponível no país. No início do ano, a farmacêutica disse ter oferecido 70 milhões de doses da vacina ao governo brasileiro para entrega ainda em dezembro, mas a oferta foi recusada. O Ministério da Saúde disse que as doses propostas pela Pfizer causariam “frustração” aos brasileiros.

Adiamento da segunda dose

Os pesquisadores destacam que os resultados dão suporte à possibilidade de adiar a segunda dose, em cenário de escassez de vacinas, já que a primeira dose apontou a redução na transmissão do vírus e nos casos de Covid sintomática.

Os pesquisadores acrescentam que é necessário um acompanhamento a longo prazo para avaliar a efetividade de uma única dose da vacina e informar políticas públicas de adiamento da segunda dose.

Israel lidera o ranking mundial de vacinas aplicadas em relação ao número de habitantes e já garantiu doses suficientes para imunizar a população inteira, mas esse cenário é raro no resto do mundo. No Brasil, por exemplo, a vacinação foi suspensa em várias cidades por falta de doses.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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