UM NOVO JORNALISMO? –
Eu sou jornalista formado na última turma da Fundação José Augusto, antes dos anos 2.000. No vestibular (havia isso na época), passei em segundo lugar, pois o primeiro foi meu primo Afonso Lima, por apenas poucos décimos, com quem estudei para o tal do vestibular. Quem estudou conosco também foi a hoje jornalista Hilnete Correia, que foi aprovada naquela ocasião.
Tive grandes professores, como por exemplo Woden Madruga. E foi lá que aprendi o básico do jornalismo que é (ou era) apenas informar ao leitor o que se passava. Além de aprimorar o meu português, que melhorou muito. Depois surgiu o jornalismo investigativo e o jornalismo opinativo, o que mudou toda a velha estrutura da profissão . Os jornalistas passaram a ter lado político e o defenderem com seus textos o que apoiavam e compactuavam.
Anos depois uma lei acabou com a necessidade do jornalista ser formado em faculdade para trabalhar em jornal e rádio. Bastava gostar de escrever ou se comunicarem bem que eram absorvidos pela mídia. Sempre achei que isso foi um grande equívoco. Mas tudo bem, passou a ser regra e vimos muita gente se arvorar de jornalista, escrevendo tudo que achava importante.
Com o passar do tempo surgiu
a Internet e com ela as mídias sociais. O que piorou tudo de vez. E com essa novidade surgiu hoje em dia a profusão de novas pessoas e até profissionais que se utilizam dessa ferramenta para emitirem suas opiniões. Algumas com sentido definido, correto, outras nem tanto.
O que surgiu de influencers, coachs, blogueiros, e outras cositas más, não se conta. Todos querem ser jornalistas bem informados. E passam a emitir suas opiniões, algumas as mais exdrúxulas, sobre qualquer assunto. Às vezes eu até me espanto em ver tanta coisa sem sentido sendo exposta nas mídias. E a nossa língua, o português, indo cada vez mais para o brejo, muitas vezes escrita e falada de forma errada, sem concordância, sem acentuação.
O pior de tudo é que essas coisas todas deseducam mesmo os nossos leitores, que desaprendem as regras do nosso vernáculo, as corretas concordâncias, pontuação, sem falar das avaliações verdadeiras sobre fatos que da forma como são ditas obscurecem a verdade. O surgimento das chamadas fake News não me deixam mentir. Um câncer na comunicação atual.
Vivemos portanto uma época de grande confusão nas comunicações. Resta esperar que com o tempo essa atividade tão importante se regularize e que possamos confiar no que é dito e escrito nas mídias. Só não sei se será possível esse retorno. Nem quando. Espero apenas que sim. E que esse novo jornalismo não obscureça ainda mais o sentido sério de se noticiar os fatos do cotidiano.
Nelson Freire – Ex-deputado estadual, bacharel em direito, jornalista e editor do Blog Ponto de Vista
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