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Trump impõe tarifas contra ilha sem habitantes e povoada por pinguins e focas

Pinguins são vistos no território das Ilhas Heard e McDonald — Foto: Stephen Brown/AAD/Governo da Austrália

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nessa quarta-feira (2), a imposição de tarifas recíprocas contra uma série de países. No entanto, chamou atenção a aplicação de taxas ao território das Ilhas Heard e McDonald, que não possui habitantes.

Ao todo, 185 territórios foram taxados por Trump, com tarifas mínimas de 10%. A medida, que entra em vigor em 5 de abril, tem o objetivo de retaliar países que cobram tarifas sobre produtos norte-americanos importados. O Brasil também foi afetado.

No caso das Ilhas Heard e McDonald, a tarifa imposta foi de 10%. Segundo o site Axios, a Casa Branca justificou a medida afirmando que o arquipélago é um território externo da Austrália — país que também recebeu a mesma taxa.

As Ilhas Heard e McDonald abrigam os únicos vulcões ativos da Austrália. No entanto, a região fica a mais de 4.100 km do continente australiano. Para chegar às ilhas, é necessário obter uma permissão do governo e enfrentar uma viagem de navio que dura cerca de 10 dias.

O território é lar de diversas colônias de pinguins, focas e aves incluídas em listas de conservação nacionais e internacionais. As águas ao redor das ilhas também abrigam espécies marinhas únicas.

Em 1997, as ilhas foram declaradas Patrimônio Mundial da Unesco pela importância ecológica e geológica.

“Todo o local permanece praticamente intocado pela atividade humana, o que significa que o que existe ali está o mais próximo possível da natureza em seu estado puro”, afirma o governo australiano.

 

Um dos principais atrativos naturais da região é o vulcão Big Ben, que tem 2.745 metros de altura.

As ilhas foram oficialmente descobertas no século 19. Segundo o governo australiano, durante algumas expedições no século 20, o território chegou a contar com um posto dos correios. No entanto, atualmente não há nenhuma infraestrutura oficial na região.

A cada três anos, são organizadas expedições científicas ao local durante o verão. O governo australiano também afirmou que não existem programas turísticos comerciais para visitar as ilhas.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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