Residents are seen in an area next to a dam owned by Brazilian miner Vale SA that burst, in Brumadinho, Brazil January 25, 2019. REUTERS/Washington Alves
A tragédia de Brumadinho completa seis meses nesta quinta-feira (25). A data é marcada por atos em memória das vítimas, mas, principalmente, por críticas à Vale.
Há seis meses, Anastácia do Carmo Silva, de 49 anos, não consegue trabalhar. “Eu sou costureira. só que não tô conseguindo mais trabalhar, por conta dessa situação…. tô tentando, mas não estou conseguindo. Porque? estou abaladíssima, né? muito abalada. não consigo. Eu perdi meu filho, meu amigo, meu companheiro. meu filho era meu amigo. eu perdi não só um filho eu perdi vários pessoas em uma só.”
O filho dela, Cleiton Luiz Moreira da Silva, tinha 29 anos, trabalhava na mineradora Vale e foi um das 272 vítimas do rompimento da barragem no córrego do feijão, em Brumadinho.
A barragem veio abaixo no dia 25 de janeiro. Segundo relatório apresentado pela CPI da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a Vale sabia dos riscos de rompimento da barragem e foi avisada de um deslocamento físico 15 mil metros quadrados, equivalente a dois campos de futebol.
Mas seis meses depois da tragédia que paralisou o Brasil com as imagens do tsunami viscoso de rejeitos de mineração, o processo de indenização e reparação dos danos ainda não foi concluído.
Essa semana, um acordo com o Ministério Público do Trabalho definiu uma indenização de 700 mil reais a serem pagos para mãe, pai, esposa ou marido e filhos de cada uma das vítimas. O valor é um pouco maior do que a mineradora pretendia pagar em acordos individuais, 500 mil reais para cada parente próximo. Ainda assim é insuficiente para Anastácia.
“Pode ser o dinheiro que for que não vai trazer nosso familiar de volta. Mas isso é uma ofensa.”, diz Anastácia.
Em documentos internos, a própria Vale calculou que cada vida humana deveria ser avaliada em 10 milhões de reais. Somando todas as indenizações, o valor a ser pago por cada morte não chega a 50% do valor inicial.
As indenizações às vítimas são apenas uma das muitas pendências que ainda marcam o cotidiano de Brumadinho. O Representante da coordenação nacional do MAB, o Movimento dos Atingidos por Barragem, Joceli Andreoli ajuda a fazer a lista dos outros problemas.
Questionada sobre as críticas, a Vale respondeu em nota que está dedicada a reparar de forma célere os danos em Brumadinho e outros municípios atingidos ao longo do rio Paraopeba, com ações que incluem indenizações, doações, assistência médica e psicológica, compra de medicamentos e segurança das estruturas, entre outras iniciativas.
Também informou que nesses seis, a empresa já fechou os acordos definitivos para as indenizações individuais e trabalhistas, executa repasses financeiros mensais a mais de cem mil pessoas e deu início às principais obras de remoção dos rejeitos e de recuperação ambiental.
Nesta quinta-feira, familiares e moradores de Brumadinho fazem um ato em memória das vítimas. Flores e fotos vão ser depositadas na entrada da cidade. Também haverá um culto ecumênico, e ao meio dia e vinte e oito minutos, a hora em que a barragem veio abaixo, será feito um ato silencioso.
Fonte: Agência Brasil
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