TERRORISMO NA ESPLANADA  –

Observando os fatos ocorridos no dia 29 de novembro último na Esplanada dos Ministérios em Brasília temos que tirar ensinamentos e conclusões que nos permitam voltar à normalidade da obediência civil. Essa manifestação havia sido anunciada.  Os promotores da manifestação já eram conhecidos e sabidos serem violentos. UNE, CUT, MST, MTST e diversos outros movimentos de esquerda resolveram “protestar” na Esplanada contra tudo e contra todos.

De 28 para 29 de novembro, aproximadamente 200 ônibus fretados de outros estados pelos movimentos citados anteriormente entraram no Distrito Federal para participar desse “ato”. Essas mesmas entidades realizaram uma reunião na Secretaria de Segurança Pública do DF para acertar os detalhes da manifestação. O Centro Comunitário Athos Bulcão, na Universidade de Brasília, foi um dos locais utilizados como dormitório pelos “atores” deste “ato democrático” e que nos fizeram admitir que não é isto que esperamos de um país que se diz promotor de democracia.

O que fizeram foi um ato de terror na Esplanada dos Ministérios. Uma conclusão mínima de que haveria este tipo de violência era obrigatória. Pelo que se pode deduzir, de início, a Secretaria de Segurança do DF não fez uma avaliação correta dos riscos. Por isso, deu no que deu. Fecharam as duas pistas da Esplanada. Queimaram tudo o que queriam, passearam carregando coquetéis molotof na frente de policiais o tempo que quiseram e não foram impedidos nem identificados. Nem bombeiros para pronto emprego em incêndios dessa natureza havia próximo do local.

Não identificamos a atuação de tropas de revista e de bloqueio, muito menos que tivessem mantido pontos de controle de pessoal e veículos em direção à Esplanada. Deveriam ter informado que materiais combustíveis ou que facilitassem a combustão seriam impedidos de serem transportados para aquele local. Isso é o que se deve esperar quanto à prevenção, forma mais eficaz de agir pelas forças de segurança. Essas forças de segurança pública foram mal-empregadas. A polícia militar foi atacada e reagiu. Mas não impediram que a destruição e o terror fossem empregados.

Enquanto esse bando destruía tudo a sua volta, carros de som incentivavam a aumentarem ainda mais a depredação e a violência. E, algumas autoridades do Congresso comodamente instaladas em ambientes climatizados aproveitavam de um coquetel e reclamavam de truculência policial contra os “inocentes” manifestantes.

Essa é a verdadeira face dos “movimentos sociais” e dos grupos de esquerda no Brasil. São praticantes de atos que aterrorizam as pessoas e ainda são defendidos e condecorados por políticos inescrupulosos. Estamos cansados de tanta anarquia e destruição de bens públicos e privados em nome de uma falada “democracia”. Isto não representa atitude democrática. Queremos ORDEM E PROGRESSO. Queremos obediência civil e respeito aos bens públicos e à propriedade privada.

Ainda não é o caso de emprego das Forças Armadas. Mas, precisamos que as Instituições da República cumpram o seu papel sob pena que nos transformarmos num agrupamento de interesses difusos fadados à oficialização de uma guerra civil. Os números da violência criminal já nos induzem a esse ponto. Reagir é preciso. Urgentemente. A nação espera que cumpramos o nosso dever. É o meu ponto de vista.

Eliéser Girão Monteiro FilhoEx-secretario de Segurança do RN

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