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Terremotos na Itália causaram prejuízos de 23 bilhões de euros

A série de terremotos que atinge o centro da Itália desde o dia 24 de agosto de 2016 já provocou prejuízos de 23,5 bilhões de euros (R$ 77 bilhões).

A estimativa está em relatório enviado pela Proteção Civil italiana a Bruxelas para ativar o Fundo Europeu de Solidariedade, criado pela União Europeia para responder a desastres naturais nos Estados-membros do bloco.

A cifra inclui tanto prejuízos estruturais, como danos a residências, redes de gás, água e energia, empresas, ruas, igrejas e outros edifícios históricos, quanto os custos emergenciais relativos aos tremores de terra.

A Itália havia recorrido ao fundo em 16 de novembro do ano passado, quando a estimativa de danos era de 7 bilhões de euros (R$ 23 bilhões) e contemplava apenas o terremoto de 24 de agosto, que matou 299 pessoas e devastou as cidades de Amatrice e Accumoli e um distrito de Arquata del Tronto.

No entanto, os sismos ocorridos no fim de outubro do ano passado e em 18 de janeiro de 2017 levaram Roma a refazer os cálculos. Até o momento, a Comissão Europeia, poder Executivo da UE, concedeu apenas uma antecipação de 30 milhões de euros (R$ 98 milhões).

Desde a criação do fundo, em 2002, a Itália é sua principal beneficiária, tendo recebido no período 1,3 bilhão de euros (R$ 4,2 bilhões), boa parte desse total após o terremoto de abril de 2009, que destruiu a cidade de L’Aquila.

A série de terremotos começou em 24 de agosto, com tremores de 6.0 na escala Richter em Amatrice, o pior da sequência. Em 26 de outubro, dois tremores, um de 5.4 e outro de 5.9, causaram graves danos nas cidades de Castelsantangelo sul Nera, Visso, Ussita e em um distrito de Norcia, município que seria atingido novamente quatro dias depois, por um terremoto de 6.5. Contudo, esses três fenômenos causaram apenas uma morte indireta, de um homem que sofreu um infarto por conta do susto.

Já em 18 de janeiro, quatro tremores superiores a 5.0 chacoalharam a província de L’Aquila e provocaram uma avalanche sobre o hotel Rigopiano, na cordilheira dos Apeninos, que deixou 29 mortos.

A falha que causou todos esses tremores continua ativa e, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), já gerou mais de 52,7 mil atividades sísmicas até o último dia 3 de fevereiro, ou seja, uma a cada quatro minutos e meio. As regiões mais atingidas são Abruzzo, Marcas, Lazio e Úmbria.

Fonte: Agência Brasil

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