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Tênis de corrida: saiba qual é a ‘quilometragem’ certa para trocar

Tênis de corrida: saiba a hora certa de trocar antes de se machucar — Foto: Pexels

Mas qual é o tempo certo que um produto desses deve durar nos pés de um corredor sem que ele comece a ter problemas de saúde relacionados ao esporte?

O Guia de Compras conversou com especialistas e fabricantes de tênis e separou 5 dicas para ajudar a responder a essa questão e entender quais são os riscos envolvidos. Veja a seguir.

‍♀️‍Veja a quilometragem ‍♀

A primeira coisa a checar não é o tempo de uso, mas qual a distância que o corredor percorreu com seu par de tênis.

O tempo de uso recomendado é até700 km, dependendo da performance de cada atleta, de acordo com André Siqueira, ortopedista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ e especializado em medicina do esporte, em entrevista ao Guia de Compras em 2024.

Para atingir essa distância, pode levar de 6 a 12 meses, de acordo com o ortopedista.

Em uma conta rápida, 700 km significam em torno de 140 corridas de 5 quilômetros – ou de 2 a 3 saídas para correr por semana em um ano.

Segundo a médica do esporte Fernanda R. Lima, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, estudos indicam que, entre 700 e 1000 km de uso, a capacidade de absorção de impacto reduz e os corredores tendem a mudar a mecânica da passada.

Outros itens devem ser levados em conta: peso corporal, histórico de lesões nas articulações e alterações nos membros inferiores, como o joelho em “X”.

Lima alertou para que esse perfil de corredor fique mais atento à perda de amortecimento e estabilidade dos tênis e troque o calçado antes.

Os fabricantes citaram quilometragens diferentes para seus tênis de corridas: a Asics e a Under Armour citaram até 1.000 km, a Adidas informou até 800 km “se o tênis for utilizado da maneira adequada e garantindo os cuidados na preservação”.

Em nota, a On Running lembou que “um atleta de alta performance que corre, por exemplo, 10 km todo dia vai ter um desgaste mais rápido do seu tênis comparado a um corredor casual”.

Como fazer essa conta?

Para medir a quilometragem com ajuda da tecnologia, a dica é utilizar apps esportivos no telefone ou em relógios inteligentes. Um dos mais populares é o Strava, com versões para Android e iPhone.

Esse aplicativo permite adicionar modelos de tênis ao perfil do corredor e associá-los ao exercício do dia.

Ao longo de alguns meses, dá para checar quanto você percorreu com cada par de tênis.

Avalie o estado do tênis

Observar o aspecto do solado é outro modo de checar se o tênis segue bom ou não para corrida. O desgaste é natural e, segundo Siqueira, deve ser uniforme.

Se esse desgaste for irregular nas laterais, parte interna ou externa, pode sugerir uma alteração na pisada do corredor.

As marcas também recomendam verificar a maciez da espuma de amortecimento e o estado geral do tênis.

Solados com amortecedores visíveis podem demonstrar afundamentos ao longo do tempo.

Problemas de amortecimento também podem causar falhas de estabilidade e flexibilidade nas passadas.

Entenda os riscos

Tênis “vencidos” podem causar de bolhas nos pés a torções e lesões nos joelhos ou tornozelos.

Os especialistas citam uma lista de potenciais problemas: fascite plantar (inflamação na planta do pé), tendinites e inflamações e dores nos ossos das pernas (conhecidos como “canelite”) são os mais comuns.

A falta de amortecimento pode causar ainda dor na região da lombar, por falta de proteção das articulações envolvidas no suporte de peso – calcanhar, tornozelo, perna, joelho e coluna lombar.

Além disso, um tênis com solado desgastado pode causar escorregões em pisos úmidos.

Faça um rodízio dos tênis

Ter mais de um par e alternar o uso dos tênis de corrida é o jeito de tentar conseguir uma maior duração dos produtos, de acordo com Lima, da USP.

Desse modo, o solado e o amortecimento podem ter um tempo de vida útil maior.

Marcas como a Asics e a Under Armour dizem que guardar um tênis sem uso por um período prolongado pode fazer com que os materiais percam suas propriedades.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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