Michel Temer resolveu cortar dez ministérios do governo que deve comandar no caso, bastante provável, de que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff seja aberto pelo Senado. Atualmente, há 32 pastas. Eliseu Padilha, um dos assessores mais próximos de Temer e nome confirmado no futuro gabinete, afirmou: “Vamos formar um governo com 22 a 23 ministérios”. A medida visa dar um sinal de que implementará cortes de despesa necessários para reequilibrar as contas públicas, um de seus principais desafios. Temer precisa de votos no Congresso para aprovar medidas que considera necessárias para retomar o crescimento e fazer o ajuste fiscal. Para isso, vinha negociando indicações em troca do apoio. Mas os pleitos foram tantos que ele havia concluído que só conseguiria cortar três pastas. Contudo, diante de críticas de que seu governo ficaria muito parecido com o de Dilma, resolveu recuar. Boa parte dos cortes se dará por junção de pastas: Cultura deve se fundir a Educação, Aviação Civil e Portos devem ser integrados a Transportes e Direitos Humanos, Mulheres e Igualdade Social devem ser incorporadas ao Ministério da Justiça.
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