Apesar de oficialmente ainda aguardar o fim do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff para “se apresentar” ao mundo, o presidente em exercício Michel Temer já trabalha com um calendário de viagens internacionais para tentar recuperar a imagem do País e atrair investimentos. Também faz parte da estratégia tentar convencer as agências internacionais de classificação de risco de que, passado o impeachment, a estabilidade política no País retornará, na tentativa de recuperar notas perdidas na avaliação das agências de classificação de risco.
Além da viagem à China, há pelo menos outras cinco agendas sendo preparadas no Palácio do Planalto com o objetivo de retomar a confiança externa. Dez dias depois de voltar do país asiático, Temer discursará na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Em outubro, planeja ir ao encontro dos Brics, na Índia, e à cúpula Ibero-americana, na Colômbia. Há visitas sendo organizadas para Argentina e Paraguai, sem data definida. Temer deve fazer as viagens acompanhado de vários ministros, entre eles, o da Fazenda, Henrique Meirelles, a quem caberá a missão de convencer o mercado internacional e os investidores de que o País está comprometido com a agenda econômica de ajustes e reformas.
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