TECNOLOGIA ASSISTIVA E QUALIDADE DE VIDA – Lady Kelly Farias da Silva

Tecnologia Assistiva na promoção da qualidade de vida – 

Quando falamos em câncer, estamos nos referindo a um grupo de várias doenças que têm em comum a propagação indiscriminada, incontrolável e agressiva de células anormais nos tecidos e órgãos. Nesse caso, vivenciar a experiência do câncer é também perpassar por vários aspectos da vida do paciente e de sua família, na perspectiva da história familiar, na visão do paciente sobre o mundo, na sua identidade.

Com a doença, algumas limitações podem surgir podendo estar associadas à patologia ou ao próprio tratamento. Essas limitações ocasionam prejuízos funcionais, sociais e emocionais ao paciente. Algumas atividades simples como: alimentar-se, tomar banho, fazer uso do computador, por exemplo, podem se tornar tarefas mais complexas de serem realizadas, apesar da sua simplicidade.

Sendo assim, o terapeuta ocupacional é o profissional da área da saúde responsável por analisar e promover a vida ocupacional do paciente em seus diferentes aspectos, definindo ações de prevenção e desenvolvendo programa de tratamento que possibilite a melhoria de estado de saúde e de qualidade de vida, capacitando o paciente para que continue mantendo o significado e domínio de sua vida, além de promover um melhor desempenho ocupacional, a fim de alcançar autonomia e independência funcional, buscando promover e/ou manter sua vida ativa em casa e nos espaços sociais de trabalho e lazer.

 Para que a criança ou o adolescente em tratamento de câncer possa superar alguma possível limitação e ser o autor das suas atividades diárias, existem as tecnologias assistivas, que são dispositivos que contribuem para a assistência e reabilitação, proporcionando maior independência, permitindo que os pacientes com alguma limitação possam executar tarefas que antes não conseguiam ou tinham alguma dificuldade, proporcionando assim, uma vida independente e sociável.

Neste caso, o terapeuta ocupacional é um dos profissionais habilitados a prescreverem essa tecnologia, que primeiramente analisará a necessidade do paciente e seus interesses, e posteriormente, observará a criança e ou adolescente na execução de determinada tarefa, para poder analisar o problema e escolher o dispositivo mais adequando, por fim, concretizará a adaptação, o treino desse recurso, e finalizará com o acompanhamento deste. É fundamental durante esse processo considerar a posição do paciente sobre a adaptação, o impacto e adequação do dispositivo na sua vida diária, ou seja, se esta tecnologia está sendo funcional ou não à sua realidade e se precisará realizar algum ajuste para melhorar sua função.

As tecnologias assistivas podem ser utilizadas tanto para adaptação do ambiente quanto para promover a função. Alguns pacientes assistidos pela Casa Durval Paiva, passaram a fazer uso dessa tecnologia, durante a fase de tratamento, por apresentarem algumas limitações motoras, impedindo-os de realizarem algumas atividades de vida diária, em função da limitação dos membros superiores. A maior dificuldade que estes pacientes apresentavam era o ato de segurar a escova de dente, o pente e talheres, desta forma, foi confeccionado um dispositivo com o emborrachado (E.V.A), para que estes objetos tivessem um suporte e a mão do paciente fosse ajustada ao recurso, facilitando assim, o desempenho ocupacional destes, sendo funcional e importantes para a inclusão social, maior segurança e independência, devolvendo também ao paciente, sua auto estima.

Falando das tecnologias assistivas não imaginamos o quanto elas estão presentes no nosso dia a dia e que podem ser de baixo ou alto custo, e o que vai caracterizar isso é o grau de complexidade com que a tecnologia será fabricada, podendo variar entre alta, média e baixa tecnologia. São exemplos de dispositivos assistidos, as bengalas, cadeira de rodas, óculos, muletas, talheres com cabo engrossado, entre outras que venham a facilitar ações do cotidiano.

Para pessoas que não possuem limitação, a tecnologia torna as ações mais fáceis, para pessoas com limitações, a tecnologia torna as ações possíveis, o paciente passa a ter maiores possibilidades e, consequentemente, a organização de um novo cotidiano.

Lady Kelly Farias da Silva – Terapeuta Ocupacional – Casa Durval Paiva – Crefito14295-TO

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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