Considerado uma das locomotivas do desenvolvimento do Rio Grande do Norte, o setor imobiliário deslanchou anos atrás, embalado por fatores como o aumento da base de consumo, da renda, da oferta de crédito e do prazo para financiamento. O resultado disso foi uma verdadeira corrida de clientes aos plantões de vendas, o surgimento de empreendimentos em várias áreas da capital e Região Metropolitana, mais empregos e dinheiro circulando na economia. O setor, no entanto, avança hoje num ritmo mais lento. Foi o que revelou um levantamento da Geoimóvel, empresa de pesquisa imobiliária que presta serviços para 18 das 20 maiores construtoras e incorporadoras do país. O número de empreendimentos lançados em Natal, segundo a empresa, caiu quase pela metade no último ano e foi seis vezes inferior ao registrado em 2010, quando 9 mil unidades foram colocadas à venda. Mesmo assim, sobram ofertas. O número de unidades recém-construídas e não vendidas – os chamados estoques imobiliários – cresceu em várias cidades do país e Natal está inserida nesse contexto.
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