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Setor de serviços cai 0,6% em setembro, após 5 altas seguidas

O volume de serviços prestados no Brasil caiu 0,6% em setembro, na comparação com agosto, interrompendo uma sequência de 5 meses de crescimento, mostram os dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com setembro do ano passado, entretanto, houve avanço de 11,4% – a sétima taxa positiva consecutiva.

“Com o resultado de setembro, o setor ainda ficou 3,7% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro do ano passado, mas está 8% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014″, destacou o IBGE.

resultado frustrou as expectativas. A mediana de 25 projeções captadas pelo Valor Data projetava avanço 0,5% em setembro ante agosto. O intervalo de projeções ia de queda de 0,4% a alta de 0,8%.

Alta de 3% no 3º trimestre

Diferentemente da indústria e do varejo, o setor de serviço fechou o 3º trimestre no azul, com avanço de 3% na comparação com os meses anterior, após alta de 2,1% no 2º trimestre, chegando a 5 trimestres seguidos de crescimento.

Na comparação com o 3º trimestre do ano passado, o avanço foi de 15,2%.

Inflação pesa nos serviços de transportes

Quatro das 5 atividades pesquisadas tiveram queda na passagem de agosto para setembro, com destaque para os transportes (-1,9%), que registraram o resultado negativo mais intenso desde abril de 2020 (-19%), impactado, segundo o IBGE, pela alta nos preços das passagens aéreas, no transporte rodoviário de cargas e também no ferroviário de cargas.

Veja o resultado dos subgrupos de cada grande atividade:

  • Serviços prestados às famílias: 1,3%
  • Serviços de alojamento e alimentação: 1,7%
  • Outros serviços prestados às famílias: zero
  • Serviços de informação e comunicação: -0,9%
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC): -1,2%
  • Telecomunicações: -1,4%
  • Serviços de tecnologia da informação: -0,5%
  • Serviços audiovisuais: 0,8%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: -1,1%
  • Serviços técnico-profissionais: 1,7%
  • Serviços administrativos e complementares: -1,6%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -1,9%
  • Transporte terrestre: -1%
  • Transporte aquaviário: -1,7%
  • Transporte aéreo: -9%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: 0,6%
  • Outros serviços: -4,7%

Houve queda no volume de serviços em 20 das 27 unidades da federação. O maior impacto veio de São Paulo (-1,6%), seguido por Minas Gerais (-1,3%), Rio Grande do Sul (-1,3%), Pernambuco (-2,2%) e Goiás (-2,2%). Já Rio de Janeiro (2,0%), Distrito Federal (2,9%) e Mato Grosso do Sul (3,6%) tiveram as maiores altas.

Serviços às famílias têm 6ª alta, mas segue abaixo do nível pré-pandemia

Com a sexta taxa positiva consecutiva, o setor de serviços prestados às famílias (1,3%) foi o único que manteve avanço na passagem de agosto para setembro.

“Esses são justamente os serviços que mais sofreram com os efeitos econômicos da pandemia e têm mostrado algum tipo de fôlego, de crescimento”, afirma Lobo, que destaca que o setor ainda está 16,2% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro do ano passado.

Segmento de turismo cresce 0,8%

O índice de atividades turísticas cresceu 0,8% frente a agosto, quinta taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 49,9%. Contudo, o segmento ainda se encontra 20,4% abaixo do patamar pré-pandemia.

Piora das expectativas

O setor de serviços é o que possui o maior peso na economia brasileira e foi o mais atingido pela pandemia de Covid-19. Nos últimos meses, tem sido o principal destaque de recuperação, favorecido pelo avanço da vacinação e maior mobilidade da população.

Apesar do setor de serviços se manter acima do patamar pré-pandemia, a atividade econômica tem perdido fôlego e mostrado sinais de desaceleração. As vendas do comércio, por exemplo, caíram pelo 2º mês seguido em setembro e o setor fechou o 3º trimestre com retração de 0,4%. A indústria também fechou o terceiro trimestre no vermelho e acumula 4 meses seguidos de perdas.

A inflação persistente, a crise hídrica, o desemprego ainda elevado e as elevadas incertezas fiscais e politicas têm piorado as perspectivas para a economia brasileira. O mercado financeiro tem revisado para baixo as projeções de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e elevado as estimativas para a inflação e para a taxa básica de juros (Selic).

A inflação atingiu 10,67% no acumulado em 12 meses até outubro, acima do esperado.

A expectativa do mercado financeiro para o crescimento do PIB em 2021está atualmente em 4,93%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, após tombo de 4,1% em 2020. Para 2022, a média das projeções está em 1%.

O mercado projeta atualmente uma Selic em 9,25% ao ano no fim de 2021. Entretanto, para o fim de 2022, os economistas subiram a expectativa para a taxa Selic para 11% ao ano, o que pressupõe crédito mais caro e mais freios para o consumo e investimentos.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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