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Seridoenses participam do “Grito do Emprego”

 

Uma verdadeira multidão participou do “Grito do Emprego”, realizado ontem na cidade de São José do Seridó em protesto contra a ação do Ministério Público do Trabalho que atinge o Programa de Interiorização da Indústria, o Pró-Sertão. Realizado no ginásio poliesportivo da cidade, o evento reuniu trabalhadores e colaboradores das pequenas facções de diversos municípios do Estado, para onde o projeto levou emprego e renda nos últimos anos. Presente na manifestação, o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) voltou a criticar o processo movido pelo MPT que pede uma multa de impressionantes R$ 38 milhões para a Guararapes, gigante do setor têxtil, por firmar parceria com as pequenas facções integrantes do projeto. “O objetivo do MPT é acabar com o Pró-Sertão e com os empregos gerados no RN”, disse o parlamentar, que foi criador do programa durante sua passagem pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, em 2013.

“Se o MPT não pode ajudar, por favor não atrapalhe. É isso que precisamos dizer a eles. Esse programa não está 5 vezes maior do que é hoje, não tem 5 vezes mais pessoas empregadas, devido ao MPT. Em 2015, quando o programa começa a crescer, o MPT arma policiais, com carros e metralhadoras, para visitar facções, para inibir, constranger, tentar segurar o crescimento do programa. E conseguiram, o programa foi paralisado, e agora querem jogar a pá de cal, querem acabar com o programa e com os empregos. Mas não vão conseguir”, disse Rogério. O deputado ainda questionou a existência de supostos empregados, trabalhadores ou colaboradores das pequenas indústrias que teriam pedido ajuda aos procuradores. “O MPT está dizendo que está entrando com ação contra a Guararapes a pedido dos trabalhadores das fábricas de oficinas de costuras. Essa é a primeira grande mentira que está sendo contada e precisa ser desmascarada”, completou.

Relator da modernização das leis trabalhistas recentemente aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo governo, Rogério disse que o MPT tenta criar no Seridó potiguar uma jurisprudência para evitar o avanço do país. “Eles estão sentados em sala com ar-condicionado, ganham mais de R$ 30 mil, não precisam esperar o fim do mês porque o salário deles está garantido. Eles não precisam produzir. Querem fazer tese para criar jurisprudência porque estão com dor de cotovelo, porque a lei trabalhista passou, porque a terceirização está legalizada e eles não podem mais mexer com vocês. E por isso tentam criar teses para impedir que a população do RN tenha a possibilidade e a capacidade de terem empregos, oportunidade”. Ele relembrou que os empregos gerados pelo Pró-Sertão também foram responsáveis pelo surgimento de outras oportunidades na região. “No Seridó tem ainda muitas pessoas que estão vivendo do trabalho de vocês. São os que vendem alimentos, são os armazéns, as lojas de material de construção, e que também vão sofrer se o emprego de vocês acabar. Isso é uma cadeia econômica. Essa é a hora de demonstrarmos nosso repúdio, que não estamos satisfeitos, que o povo do Seridó não precisa ser tutelado”.

Ponto de Vista

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