O futuro escolar dos aproximadamente 15 mil alunos matriculados na rede municipal de educação depende de pouco mais de R$ 12,7 milhões. Esse valor não quita todas as dívidas da Secretaria Municipal de Educação (SME), estimada em quase R$ 90 milhões, mas garante a retomada dos serviços essenciais para promover o encerramento do presente ano letivo. Esse dinheiro vai garantir o retorno dos professores temporários, servidores terceirizados, fornecimento de gás e merenda, além da regularização da situação do programa Pré Escola para Todos.
A cifra foi apresentada ao juiz da 2ª Vara da Infância e da Juventude, Sérgio Maia, em forma de ação civil pública ajuizada pela promotora da Educação de Natal, Zenilde Maia pedindo o bloqueio da conta da Prefeitura. Acompanhada de representantes do Conselho Municipal de Educação, Sindicato dos Trabalhadores em Educação e pais de alunos, a promotora participou de audiência com o juiz para sensibilizar o magistrado diante da situação apresentada. A iniciativa é o último recurso disponível para evitar a suspensão do ano letivo a partir desta sexta-feira, conforme anunciado pelo Conselho Municipal de Educação. A expectativa é que o magistrado emita decisão até amanhã.
Da Tribuna do Norte
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