A Secretaria Municipal de Educação de Natal (SME) instaurou nessa quinta-feira (18) uma comissão especial de sindicância para apurar o caso da professora Tânia Maruska Petersen, que foi proibida de entrar no prédio da pasta com o argumento de que estava vestida com “uma roupa inadequada”.
De acordo com a secretaria, a comissão é formada por três servidores efetivos e deve apresentar um relatório conclusivo sobre o episódio ocorrido na quinta-feira passada (11).
O prazo para o documento ser concluído é inicialmente de 30 dias, podendo ser prorrogado em caso de necessidade.
A portaria com a definição dos membros da comissão será publicada no Diário Oficial do Município de Natal.
A SME informou também ao g1 que não há nenhuma portaria referente à vestimenta para entrar no prédio, mas uma “norma fixada” na entrada.
Segundo a pasta, essa norma tem pelo menos 15 anos, foi estabelecida em gestões anteriores e permanece até hoje, regulamentando o acesso à secretaria “na questão de vestimentas, proibindo exatamente a entrada de pessoas trajando camiseta regata, bermudas, shorts, mini saia, procedimento comum nas repartições públicas brasileiras”, informou.
Na entrada do prédio, há o seguinte comunicado: “Não é permitido o acesso de pessoas vestindo roupa de banho, bermuda, regata, shorts e saia curta”.
Em nota, a SME também disse reafirmar o compromisso com os profissionais do magistério, “como também aos cidadãos e cidadãs que buscam atendimento nas unidades que compõem a estrutura da Rede Municipal de Ensino de Natal, destacando o respeito pelo ser humano em sua pluralidade de gênero, cor, etnias e convicções religiosas”.
“Nunca fui impedida de entrar em um lugar por causa das minhas vestimentas. Foi uma grande humilhação”. A fala é da professora Tânia Maruska Petersen. Em entrevista aog1, a professora classificou a situação como um caso “típico de machismo”.
“Em pleno século 21 é inadmissível que uma mulher seja julgada pela roupa que está usando. Principalmente porque o meu vestido não é inadequado. Fica claro que é mais um caso de machismo”, disse a professora.
“Que garota, jovem ou mulher não tem um episódio de machismo para contar? Desde muito pequenas somos ensinadas a nos esconder, nos encolher, dizem para nós como devemos ser e existir no mundo. O machismo é cultural, ele se apresenta em diversos aspectos de uma sociedade, como a economia, a política, a religião, a família, a mídia, as artes, enfim, ele permeia as nossas relações desde que nascemos”, afirmou.
Fonte: G1RN
Um homem de 39 anos que cumpria pena no sistema penitenciário do Rio Grande do…
A Justiça Eleitoral realiza atendimentos neste feriado do Dia do Trabalhador (1º) e também neste…
Mais tempo com a família, para cumprir as obrigações em casa, passear e até mesmo…
Após 26 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em…
Um homem de 31 anos, suspeito de participar do roubo de joias avaliadas em cerca de…
Aulas em escolas da rede municipal de Natal foram suspensas nesta quinta-feira (30) por causa…
This website uses cookies.