O Rio Grande do Norte teve a maior queda no índice de inadimplência rural do Nordeste no último trismestre de 2023. A taxa caiu de cerca de 12,1% para 10,1% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Os dados estão no Boletim Agro e foram divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Serasa Experian, que detalha o cenário econômico-financeiro do agronegócio, com categorias específicas para o consumo de crédito rural, negativação, inadimplência e mais.
Os grandes proprietários agro do Rio Grande do Norte foram os que mais tiveram melhora no índice de inadimplência, com uma queda de 7,5%. Dentre todos os estados nordestinos e portes, essa foi a retração mais acentuada, segundo a pesquisa.
Os médios proprietários do estado tiveram queda de 5,1%, mas os pequenos tiveram crescimento de 0,5%, assim com os “arrendatários ou grupos econômicos/familiares”, com 3%.
O Boletim Agro indicou também que os proprietários rurais do Rio Grande do Norte registraram um aumento de 96,6% em relação ao consumo de crédito, sendo o estado que mais cresceu.
A pesquisa indicou também que o estado passou de R$ 44,5 milhões de crédito no 3º trimestre de 2022 para R$ 87,5 milhões no mesmo período de 2023.
Considerando a região como um todo, a expansão foi de 19,7%. Além disso, outros estados nordestinos, como o Alagoas, também tiveram destaque, crescendo 63,6% em consumo de linhas de crédito. No Nordeste, o Piauí foi o único a registrar queda.
O Serasa Experian apontou que no terceiro trimestre de 2023 o Nordeste foi a única reunião a registrar uma melhora nos índices de inadimplência rural.
Em comparação com o terceiro trimestre de 2022, houve queda de 1% em relação aos proprietários rurais com o nome no vermelho. Então, o percentual de inadimplência agro da região passou de 8,3% para 7,3%.
A baixa parece sutil, mas se olharmos para o cenário nacional, que contempla todas as regiões, vemos que foi a melhora nordestina que fez com que o índice registrasse uma baixa geral – indo de 6,9% no 3ºtri/22 para 6,7% no 3ºtri/23.
A análise ainda revelou, na mesma comparação 3º tri/22 com 3ºtri/23, que todos os portes tiveram baixa, com destaque para os grandes proprietários, que registraram diminuição de 4% na inadimplência. Em sequência estavam aqueles que consideramos arrendatários ou grupos econômicos/familiares, que caíram 2,9%. Depois os médios proprietários (-1,6%) e os pequenos (-0,2%).
Os dados de crédito foram analisados com base em cerca de 9,5 milhões de donos de propriedades rurais e/ou aqueles que contrataram financiamentos rurais ou agroindustriais distribuídos dentre o universo de pessoas físicas que autorizam o seu uso no Cadastro Positivo. A região Nordeste abrangeu 38,9% dessa população rural.
Para o Indicador de Inadimplência do Agronegócio da Serasa Experian foram consideradas apenas pessoas com dívidas vencidas com mais de 180 dias e até 5 anos somando pelo menos R$ 1.000,00 dentre aquelas que estão relacionadas ao financiamento e atividades agronegócio, como, por exemplo, instituições financeiras, agroindústria de transformação e comércio atacadista agro, serviços de apoio ao agro, produção e revendas de insumos e de máquinas agrícolas, produtores rurais, seguradoras não-vida, transportes e armazenamentos.
Fonte: G1RN
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