O Rio Grande do Norte tem 67,1% das estradas com algum tipo de problema. É o que aponta a Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada nessa segunda-feira (6) pela Confederação Nacional de Transportes.
A pesquisa avalia toda a malha pavimentada das rodovias federais e principais trechos estaduais. Ela percorreu 1.879 quilômetros no estado.
Já 32,9% das rodovias do Rio Grande do Norte foram consideradas ótimas ou boas na avaliação da pesquisa da Confederação Nacional de Transportes.
De acordo com a CNT, 26 trechos das rodovias são considerados pontos críticos. Isso porque possuem buracos maiores do que um pneu.
A pesquisa aponta ainda que o investimento para recuperar as rodovias no estado, com ações emergenciais, de manutenção e de reconstrução, é de R$ 578,4 milhões.
De acordo com o diretor do Departamento de Estradas e Rodagens do RN (DER), Manoel Marques, parte dos trechos considerados críticos terão obras de melhorias a partir de dezembro.
O diretor explica que não serão as rodovias inteiras refeitas, mas os trechos mais afetados. “A gente vai atacar primeiro os trechos que são críticos ou muito ruins. Vamos recuperar, até pra diminuir o custo com manutenção”.
Os trechos das rodovias que serão refeitas englobam cidades como Jucurutu, Patu, Ouro Branco, Carnaúba dos Dantas, Tibau, Grossos, Assú, Paraú, Triunfo Potiguar, Caicó e Jardim de Piranhas.
Segundo Manoel Marques, a governadora Fátima Bezerra (PT) destinou R$ 130 milhões de saldo do contrato com o Banco Mundial para investimento nas rodovias.
Veja outros pontos avaliados pela pesquisa
A pesquisa aponta também que63,3% da extensão da malha rodoviária apresenta problema na pavimentação, enquanto 36,4% está em condição satisfatória.
Segundo a pesquisa, 55,2% das rodovias tem sinalização considerada regular, ruim ou péssima. Já 44,8% da malha tem esse quesito como ótimo ou bom.
A avaliação ainda aponta que 7,3% da extensão está sem faixa central e 14,1% não têm faixas laterais.
A CNT aponta que 73,1% da extensão da malha rodoviária apresenta algum tipo de problema e 26,9% está boa ou ótima.
As pistas simples predominam em 92,4%, reforça a pesquisa, mas falta acostamento em 55,9% dos trechos avaliados e 52,6% dos trechos com curvas perigosas não têm sinalização.
As condições do pavimento no estado geram um aumento de custo operacional do transporte de 32,6%. Isso reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos, segundo a pesquisa.
Ao final de 2021, estima-se que haverá um consumo desnecessário de 20 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento da malha rodoviária no estado. Esse desperdício custará R$ 88,24 milhões aos transportadores.
Fonte: G1RN
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