O comércio varejista do Rio Grande do Norte deve contratar 3 mil funcionários temporários entre os meses de outubro e dezembro. Este número é 25% menor do que foi a contratação para o final do ano em 2019, quando as lojas abriram cerca de 4 mil vagas temporárias. Essa é a projeção da Federação do Comércio, Bens e Serviços do RN (Fecomércio), com base em dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Há também a expectativa de uma queda de 15% na efetivação, posteriormente, desses funcionários temporários.
Segundo a Fercomércio, essa queda nas contratações temporárias tem duas principais explicações. Uma delas é o investimento que as lojas fizeram no e-commerce nos últimos meses. Estratégia que demanda menos mão de obra nas lojas, sobretudo de vendedores, que representam sempre 40% das contratações temporárias no comércio varejista, no Natal. Outra explicação é o momento ainda de retomada da economia do estado, por causa da pandemia do novo coronavírus.
A nível nacional é esperada uma queda de 20% nas contratações temporárias. Segundo a CNC, são esperadas 70,7 mil contratações temporárias no comércio varejista em todo o país. Em 2019, o número foi de 80 mil vagas temporárias criadas para o final de ano.
“O volume de contratações temporárias será menor em todo o país e no estado não seria diferente. A queda aqui no Rio Grande do Norte será maior do que a média nacional, porque, como o turismo deve ter uma forte retração na próxima alta estação, isso vai impactar nas vendas do comércio e, consequentemente, na nossa capacidade de realizar contratações”, afirma Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio.
Ao mesmo tempo que se espera uma queda nas contratações temporárias, também se espera uma maior movimentação de vendas em todo o Brasil. A expectativa da CNC é de um aumento de 2,2% no volume de vendas no comércio. Por isso, algumas lojas podem preferir manter o mesmo percentual de contratações temporárias de anos anteriores. É o caso de uma loja de artigos para casa, no bairro de Lagoa Nova, em Natal. “Muita gente não vai sair no Natal e no Ano Novo, vai preferir fazer festas em casa. Por isso, vão comprar mais coisas para casa, principalmente decoração natalina e vamos precisar contratar gente para ajudar na reposição de mercadorias, no caixa e no atendimento. Nós até adiantamos o treinamento dos temporários para outubro que, geralmente, ocorria no mês de novembro”, afirma Lucenildo Lins, gerente comercial de da loja de artigos para casa.
A loja onde Lucenildo trabalha vai contratar 100 funcionários temporários para trabalharem em 10 lojas, o que representa uma ampliação na equipe de funcionários de 20%. A a expectativa é também que pelo menos 30% deles sejam efetivados por causa de uma expansão já planejada na empresa. Uma das funcionárias temporárias contratadas é Danielle Nascimento, que se mostrou surpresa ao conseguir emprego no comércio, em um momento de pandemia. “Eu deixei currículo em outras lojas e não consegui. A estratégia foi não desistir de tentar”, afirma.
Fonte: G1RN
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