Sobre o excepcional ritmo de crescimento da participação do comércio e serviços no PIB do RN nos anos de 2001 e 2012, o presidente da Fecomércio Marcelo Queroz afirmou que tudo indica que haverá realmente uma acomodação a partir de agora. “O que temos visto é que conseguimos manter um crescimento razoável de vendas. Em 2011, crescemos 5,5%. Este ano, devemos emplacar de 8% a 10% de alta, mas nada que impacte de forma direta na nossa participação no PIB”, disse ele.
De acordo com Queiroz, alguns motivos concorrem para que não haja mais um crescimento nessas proporções, na participação do setor de Comércio e Serviços no PIB do RN. “Um deles é que, a meu ver, o patamar de 74,3% já é alto e pode ser considerado quase o nosso teto. Outro é que a indústria, na esteira sobretudo da construção civil, e a agropecuária devem começar a ocupar mais espaços e ratificar, ou até ampliar um pouco, suas respectivas participações (21,5% e 4,2%)”, diz Queiroz.
O presidente da Fecomércio também cita a paralisação dos investimentos públicos, sobretudo de 2009 para cá, como vilão para a estagnação deste crescimento. “Até 2009, tivemos anos de grandes investimentos do setor público no nosso estado. Desde então, houve uma paralisação quase geral. Sem investimentos públicos, não há como um estado como o nosso ou como boa parte dos estados do Nordeste e até do país, crescer”, ressaltou ele.
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