Categories: Blog

Rio aprova lei que exige prova no Detran para patinetes

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou lei que exige prova no Detran para usuários de patinetes elétricos. A lei é autoria conjunta dos deputados Alexandre Knoploch e Gustavo Schmidt (PSL), que eximem condutores com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida do exame.

Segundo o texto, antes de dar uma volta de patinete pelas ruas do Rio, a pessoa precisará entrar no site do Detran e agendar o teste. Os aprovados recebem número vinculado ao CPF, que deve ser informado no ato do cadastro com a empresa de aluguel do meio de transporte.

“Vou ter um CNH para pilotar? Não. Se você já tem a carteira, você sabe o mínimo de trânsito. Mas caso você não tenha, entra no site do Detran, vai fazer uma prova pequena. Da mesma forma que para você votar, não pode ser um analfabeto. É dar o mínimo de segurança para esses modais” – disse o deputado Knoploch em discurso na tribuna da Alerj.

Este é apenas um ponto do pacotão dos patinetes apresentado pela Alerj. As empresas vão ter que contratar seguro para os usuários e oferecer uma espécie de ‘cheque caução’  de cerca de R$ 1.700 para a cobertura de acidentes de condutores sem seguro pessoal.

Diferente de São Paulo, no Rio de Janeiro os patinetes ficam proibidos de circular em áreas de pedestres. O trânsito é permitido apenas em ciclovias e ciclofaixas e com velocidade máxima de 20 km/h. Os deputados preveem também que o governo realize campanhas de conscientização sobre uso de equipamentos de segurança, como capacetes.

O recolhimento de patinetes estacionados em áreas irregulares deve ser feito em até 2 horas pela companhia responsável. Condutores e empresas que descumprirem a lei vão pagar multa de R$ 170.

Ao Extra, Armando de Souza – presidente da Comissão de Trânsito da OAB-RJ -, aponta inconstitucionalidade no projeto dos parlamentares do PSL.

“Me parece uma aberração jurídica. Um erro grosseiro por parte da Alerj em aprovar esse projeto. Segundo a Constituição brasileira, cabe aos municípios organizar o trânsito. E, recentemente, o Supremo Tribunal Federal decidiu que somente a União pode estabelecer penalidades. Se ele for sancionado, certamente será contestado na Justiça”.

A Grow, que controla as marcas Grin e Yellow, mostrou apreensão e disse que tais medidas oneram o usuário de forma excessiva e inviabilizam a implementação do serviço. O projeto segue para análise do governador Wilson Witzel (PSC).

 

 

Fonte: Hypeness.com

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

  DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,2280 DÓLAR TURISMO: R$ 5,3990 EURO: R$ 6,0200 LIBRA: R$ 6,9370…

12 horas ago

Brasil reduz em 72% mortalidade de crianças menores de cinco anos desde 1990, aponta relatório da ONU

Em 1990, a cada mil crianças nascidas no Brasil, 25 morriam antes de completar 28 dias de…

13 horas ago

Quanto tempo você precisa trabalhar para comprar comida em Natal?

Você já parou para pensar quantas horas por mês é preciso trabalhar para comprar comida…

13 horas ago

EUA usam bomba de penetração contra posições do Irã no Estreito de Ormuz, diz Comando Central

O Comando Central dos EUA disse ter utilizado nessa terça-feira (17) bombas de penetração profunda…

13 horas ago

Supremo condena deputados do PL por corrupção passiva

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nessa terça-feira (17) dois deputados federais…

13 horas ago

PONTO DE VISTA ESPORTE – Leila de Melo

1- Hoje é dia de Clássico-Rei! A venda de ingressos para o primeiro jogo da…

13 horas ago

This website uses cookies.