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Reforma da Previdência tem que ser ‘completa’ para não voltar ao Congresso

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira (3) em entrevista à Rádio Gaúcha que a aprovação da reforma da Previdência deve ser “completa” para que o tema não precise voltar à pauta do Congresso nos próximos anos.

Meirelles defendeu o texto aprovado na comissão especial da Câmara que debateu a reforma, cujo teor se assemelha ao projeto original enviado pelo governo ao Congresso.

No entanto, a expectativa entre líderes partidários na Câmara e no Senado é que, por se tratar de um tema delicado às vésperas de ano eleitoral, haverá dificuldades em aprovar a reforma como quer o governo. Além disso, o presidente Michel Temer precisa reunificar a base aliada para conseguir a quantidade necessária de votos. No meio político se discute a alternativa de votar apenas alguns pontos do texto.

Para Meirelles, uma reforma enxuta levará à necessidade de voltar a discutir a Previdência em breve.

“A reforma agora precisa ser completa e suficiente para que o assunto não precise voltar mais tarde para o Congresso”, disse.

O ministro ressaltou que em outros países, e citou o sul da Europa, não só foi necessária uma reforma da Previdência como os governos precisaram cortar o valor dos benefícios recebidos pela população. Ele disse que, para o Brasil evitar situação semelhante, a reforma é “fundamental”.

Durante a entrevista, o ministro também rebateu argumentações de que não há um déficit na Previdência. Segundo Meirelles, alguns desses cálculos não levam em consideração todas as despesas e, por isso, chegam a conclusões diferentes.

“De fato há um déficit muito grande e isso se reflete no grande déficit do governo federal. Seria extraordinário se tivesse sobrando dinheiro”, disse.

Ao ser questionado se haveria aumento de impostos até 2018, o ministro disse que não há nenhum projeto nesse sentido nem aumentando alíquotas de forma generalizada, mas sim medidas que dão isonomia a cobranças que hoje são feitas de forma desigual. “Não está se criando novos impostos ou aumentando alíquotas de forma generalizada”, disse.

Ele citou como exemplo a medida provisória que muda a cobrança de imposto dos chamados fundos exclusivos, que são formados por apenas um investidor, geralmente com mais renda.

O imposto cobrado nessas aplicações era menor do que o cobrado nos fundos de investimentos abertos, a MP iguala a cobrança com os fundos comuns.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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