Jean Paul Prates

O Governador Robinson Faria é um gestor objetivo. Tem todas as condições de liderar, legitimamente, esta movimentação urgente de forças e recursos para que conquistemos este hub, um fator de viabilização tanto para o aeroporto deserto que temos hoje, quanto para o nosso turismo – ocioso e obsoleto.

Para isso, é fundamental: 

 1) assegurar, certificar aos investidores e CUMPRIR a efetivação dosACESSOS – tanto os Norte e Sul, previstos na obra do Aeroporto, quanto os urbanos, relativos ao caótico eixo Bernardo Vieira-Igapó-Tomás Landim. Aquilo é uma excrescência urbana que há muitos anos penaliza os moradores de uma das áreas mais importantes da cidade de Natal. Nesta frente, será essencial e urgente (sem esperar período eleitoral) a colaboração do Prefeito de Natal, Carlos Eduardo, bem como das demais cidades vizinhas.

2) negociar com a Petrobras, dentro ou fora do âmbito das atuais discussões sobre o Progás, um desconto no querosene de aviação (‘QAV‘) bem como vantagens fiscais estaduais conexas, para que tenhamos em São Gonçalo, o QAV mais barato do Brasil, aproveitando-se justamente do fato, defensável logística e tributariamente, de termos em nosso território uma refinaria cuja especialidade é a produção deste combustível nobre. Mas atenção! Sem forçar pedidos que penalizem a empresa ou sejam impossíveis – vindos de cima para baixo – do contrário vira uma distensão impossível.

3) garantir aSEGURANÇA total possível aos percursos de/para o aeroporto, de forma a assegurar que seus usuários e funcionários tenham agilidade, conforto e tranquilidade para chegar e partir dele. Um hub nacional ou regional como este, com investimento estimado em 4 bilhões de reais e geração de 10.000 postos de trabalho, vai movimentar cargas e passageiros de grande valor e frequência. Eles não podem ser despejados em vias escuras, não vigiadas e sujeitos a abordagens e assaltos de todo gênero. Viraria uma armadilha perfeita: distante, de acesso lento e com cargas valiosas. Por isso, além do policiamento, é necessário eliminar os mal engendrados quebra-molas e lombadas, corredores de ônibus destroçados, capacetes/cones de tráfego, sinaleiras com botoeira aleatórias, postos da PRF e PRE redundantes, sem falar nas reiteradas crateras e acostamentos assustadores.

Falaremos mais a respeito, mas já dá para perceber que a missão não é fácil e que não basta ficar cantando loas ao tamanho da pista (levará algum tempo até precisarmos de um A380 pousando aqui) ou ao fato do aeroporto ser privado (a empresa operadora passa por dificuldades, espere-se circunstanciais). Temos que reconhecer e trabalhar nas nossas FALHAS que são grandes e levarão tempo para ser eliminadas de todo.

Portanto, ao trabalho – e rápido! 

Jean-Paul Prates – Consultor em Energia e Presidente da CERN e do SEERN

Ponto de Vista

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