De janeiro até o início de junho deste ano, o governo teve de pagar R$ 8 bilhões para bancar a redução média de 20% nas contas de luz, em vigor desde fevereiro, mesmo com o uso reforçado das usinas termelétricas, cuja energia é mais cara. O número é tratado de forma sigilosa pelo governo e foi obtido com exclusividade pela Folha.
Calculado por técnicos do governo, inclui todas as despesas pagas pelo fundo do setor, a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), em nome de duas missões: manter a energia mais barata e segurar o impacto da geração térmica sobre as tarifas. Parte desse gasto será repartido com o consumidor nos próximos cinco anos.
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou que apenas o gasto com as térmicas, tratado isoladamente, de janeiro a abril, é superior a R$ 3 bilhões. As despesas restantes envolvem redução de encargos e o gasto com a energia mais cara gerada pelas usinas térmicas no período restante, entre outros custos. A agência disse não dispor dos dados atualizados para o período até o início de junho.
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