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Realidade aumentada revela ‘navio fantasma’ encalhado há mais de 100 anos no litoral de SP

Veleiro encalhado há mais de 100 anos em Santos pode ser visto em realidade aumentada — Foto: Francisco Arrais

O veleiro inglês Kestrel, encalhado na orla santista há mais de 100 anos, passou a poder ser visto em realidade aumentada em Santos, no litoral de São Paulo. A experiência é possível por meio de uma placa instalada no pontilhão da faixa de areia do canal 5, próximo aos restos da embarcação.

A atração foi inaugurada dentro das comemorações pelo aniversário de 477 anos de Santos. No local, a pessoa deve escanear o QR Code que está na placa e apontar para a direção dos destroços. É possível ver o navio em 3D, sobre a água. O ‘Kestrel’ é uma espécie de atração turística da cidade.

Além do código de acesso à imagem, a placa conta com instruções para viver a experiência, resume a história do navio em português e inglês e mostra a pintura de Benedito Calixto, na qual a imagem do veleiro foi inspirada.

“As pessoas falavam em retirar aqueles destroços e colocar em um local público, como um museu, mas por meio de estudos foi definido pelo próprio Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que retirar os destroços os levaria a se deteriorar”, explicou o secretário municipal de Serviços Públicos (Seserp), Wagner Ramos.

O Iphan transformou o local em sítio arqueológico. O Ministério Público indicou que a Prefeitura de Santos deveria sinalizar o lugar para evitar acidentes, e instalar uma placa indicando o fato histórico.

Segundo Wagner, a ideia da nova experiência em realidade aumentada é também contar a história do local, levando a população e os visitantes a entenderem o que significa a sinalização, visto que até mesmo os moradores desconhecem a história do veleiro.

Descoberta

 

Funcionários da limpeza urbana do município se depararam com a estrutura parcialmente enterrada na areia durante a limpeza das praias, em agosto de 2017. Equipes da prefeitura foram deslocadas ao local e constataram aquilo que parecia ser parte do casco de uma embarcação de madeira. Na ocasião, a área foi isolada, por segurança.

“Esse navio estava enterrado ali há muito tempo e, com o rebaixamento da areia, acabou ‘aflorando’. Pela mureta do canal, por onde passa parte da estrutura desse barco, dá para ver que mais de 1,5 metro de areia foi rebaixada nessa área”, explicou a então subprefeita da região da orla, Fabiana Ramos Garcia Pires.

Na época, o então prático em atividade mais antigo do Brasil, Fabio Mello Fontes, explicou se tratar de uma embarcação construída antes de 1930. “Ferro e madeira não foram mais usados depois desse período, por isso, deve ter mais de 100 anos. Certamente é uma embarcação muito antiga, que ainda requer investigação minuciosa”, disse.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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