RADIOTERAPIA E SEUS EFEITOS COLATERAIS: CÁRIE DE RADIAÇÃO – Anna Crisllainy da Costa Monteiro

RADIOTERAPIA E SEUS EFEITOS COLATERAIS: CÁRIE DE RADIAÇÃO –

Os tumores de cabeça e pescoço correspondem ao quinto tipo de câncer mais comum no mundo, apresentando grande mortalidade e morbidade. A radioterapia é uma das terapias realizadas no tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Esta pode ser utilizada, exclusivamente, ou associada a outros métodos de tratamento, que serão definidos de acordo com o tipo e a gravidade do tumor, podendo ser realizada em conjunto com a quimioterapia e/ou cirurgia para remoção.

As complicações bucais clínicas da radiação, incluem cárie de radiação, mucosite, xerostomia (boca seca), perda do paladar, osteorradionecrose e trismo (dificuldade para abrir a boca). Inclusive, no setor de odontologia da Casa Durval Paiva, comumente, alguns pacientes relatam que passaram a sentir um gosto amargo na boca, após o início da radioterapia. Diante disso, o cirurgião dentista tem um papel fundamental no acompanhamento do paciente oncológico, nas diferentes fases terapêuticas contra o câncer de cabeça e pescoço, antes, durante e após o tratamento, visando minimizar os efeitos causados pelo tratamento radioterápico.

Iniciam-se de três a quatro meses, após a radioterapia, e podem apresentar total destruição dos dentes em dois anos. Esse tipo de cárie caracteriza-se pela progressão rápida e pela forma mais agressiva com que atinge os dentes. Sem tratamento, a doença pode levar a destruição completa da coroa e a desmineralização dos dentes.

Além dos efeitos diretos sobre os dentes, a radiação atua indiretamente, aumentando o risco de cárie, por meio de diminuição do fluxo salivar. Tal redução, denominada xerostomia (boca seca), é consequência direta do tratamento radioterapêutico e propicia o surgimento das cáries de radiação. O paciente irradiado produz saliva de qualidade pobre e em pouca quantidade, incapaz de neutralizar os ácidos secretados e de remineralizar o esmalte do dente.

O tratamento mais eficaz nesses casos é a prevenção. O paciente deve ser orientado quanto à higiene bucal, restrição de açúcar na dieta, uso de saliva artificial, aplicação tópica de flúor ou bochechos com soluções remineralizadoras, bem como, reforçar a escovação eficiente dos dentes.

Na Casa Durval Paiva, orientamos os pacientes, que passam por sessões de radioterapia, que, mesmo que não suspeitem da presença de cárie, compareça periodicamente para avaliação e para realizar medidas preventivas, como limpeza e aplicação de flúor. Além disso, são prescritos bochechos diários de flúor, que é uma realizada de forma individualizada para cada paciente.

 

 

 

 

 

Anna Crisllainy da Costa Monteiro – Odontopediatra da Casa Durval Paiva, CRO/RN 4839

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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