Ao reduzir a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano, no dia 11 de janeiro, o Banco Central (BC) surpreendeu o mercado e beneficiou bastante um setor na Bolsa: o das construtoras. Doze das 13 empresas listadas viram as cotações subir. Na média, a alta superou 40% nos primeiros 12 pregões do ano, com altas de até 120%. A redução dos juros melhora as perspectivas para o setor, que depende muito de crédito. Afinal, juros mais baixos significam financiamentos mais baratos. Mas essa valorização recente não considera as particularidades de cada incorporadora, como endividamento, estoque, lançamentos e percentual de distratos. O setor tem inspirado cautela nos últimos anos devido a dois fatores: a queda das vendas e o crescimento dos cancelamentos de contratos da compra de imóveis. Contratos desfeitos afetam as finanças da incorporadora, que contava com o dinheiro para pagar empréstimos. Muitos deles, simultaneamente, podem tornar a empresa inviável.
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