QUANTA SIMPATIA – Ana Luíza Rabelo

QUANTA SIMPATIA –

Uma “cara bonita” nos dias de hoje é algo fundamental e, antes que me crucifiquem por causa da futilidade da beleza, deixe-me explicar que falo de simpatia, de sorrisos. Numa sociedade tecnologicamente evoluída, com preços semelhantes em estabelecimentos diversos, a simpatia pode ser o grande trunfo, o diferencial que faz com que o cliente vá deste àquele outro comércio. Um bom atendimento, gentileza e educação são artigos que não podem faltar em lugar nenhum.

 As grandes, médias e pequenas empresas já sabem disso. Podem até não pôr em prática, mas já sabem. O que choca é quando somos mal atendidos pelo poder público, porque não se pode sair de uma instalação governamental e procurar outra para tratar da mesma questão. Repartições, órgãos, autarquias e empresas de economia mista dão dó, quando o assunto é bom atendimento. Não vou generalizar, pois já fui atendida por excelentes profissionais, em diversos locais. Prestativos, comunicativos, dispostos a explicar e se dedicar ao contribuinte e, digo mais, não costuma ser o órgão em si, mas alguns, poucos, graças a Deus, funcionários desavisados, que esqueceram o “bom dia” em casa.

Todas as pessoas frequentam os mais diversos ambientes buscando soluções para os seus problemas. Receber um esclarecimento ou simplesmente ter de ir a vários lugares por força da necessidade ou profissão. Todos estamos acostumados a enfrentar filas longas, acomodações das mais diversas e tratamentos de todos os tipos, mas eu quero deixar registrado o meu apelo quando digo que educação é fundamental.

Problemas pessoais ou profissionais são coisas comuns, infelizmente, mas ninguém vive num “mar de rosas” e nenhuma pessoa merece receber “pancada” sem dar causa ou antes de um “aviso prévio”. Poderíamos colocar plaquinhas ou crachás: “hoje não estou legal” para avisar aos recém-chegados que “vem chumbo grosso” pela frente. Não precisa ficar mostrando os dentes, mas o mínimo de socialização ajuda muito e simpatia gera simpatia.

É importantíssimo que tenhamos consciência que a vida nos ensina como um bumerangue, que tudo o que fazemos, jogamos para frente, ela nos devolve na mesma moeda. Então, vamos sair de casa, trabalhar, resolver nossos afazeres sem maltratar ou “descontar” nada no próximo. Tentar dar o melhor no trabalho e em todas as relações gera um ciclo de boas energias e respostas positivas que não acaba enquanto não for quebrado pelo mau humor ou negativismo. Fazer o melhor pelo outro não é apenas uma lição de civilidade, é um mandamento divino. E vale lembrar que o próximo sempre pode ser você.

 

Ana Luíza Rabelo Spenceradvogada (rabelospencer@ymail.com)

As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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