O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu nesta quinta-feira (6) que seja realizada uma investigação internacional “exaustiva e imparcial” sobre o ataque químico perpetrado na terça-feira na província de Idlib, no norte da Síria.
O chefe do Kremlin, que é aliado do presidente sírio Bashar al-Assad, considerou “inadmissível” lançar “acusações infundadas” enquanto os fatos não forem investigados.
Putin defendeu a investigação em uma conversa por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para abordar a crise da Síria, segundo comunicado na página oficial do Kremlin.
Pouco antes, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, tinha qualificado de “monstruoso” o ataque químico perpetrado no norte da Síria, mas considerou pouco objetivas as acusações dos Estados Unidos contra o regime de Bashar al Assad.
Segundo o Kremlin, essas acusações beneficiariam principalmente os inimigos do governo legítimo na Síria e os grupos terroristas, em alusão ao Estado Islâmico e à Frente al Nusra.
Putin e Netanyahu discutiram o ataque químico, a estabilização do Oriente Médio e os “aspectos chave da cooperação russo-israelense na luta antiterrorista”, afirma o comunicado.
Ambos ressaltaram a necessidade de impulsionar esforços da comunidade internacional na batalha contra o terrorismo.
Netanyahu expressou a Putin suas condolências pelo atentado terrorista ocorrido na segunda-feira no metrô de São Petersburgo, no qual um suicida detonou uma bomba que causou 14 mortos e dezenas de feridos.
Fonte: Agência EFE
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