A 10ª edição da Feira Nacional do Camarão (Fenacam) foi aberta nessa segunda-feira (10) sob um manto de protesto. As fitas negras cobrindo a logomarca do governo federal em todo o material promocional da feira, espalhado ao longo de todo o pavilhão do Centro de Convenções de Natal, onde se realiza o evento, representa bem a insatisfação da organização do evento com o que eles consideram uma falta de apoio à atividade.
Essa é a primeira edição da Fenacam sem patrocínio do Ministério da Pesca e Agricultura (MPA). O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, interpreta essa ausência como retaliação ao processo judicial contra a importação de camarão argentino, que o governo federal vem analisando desde o ano passado.
Para o presidente da Associação Norte-Riograndense dos Criadores de Camarão, Orígenes Monte, a carcinicultura está passando por uma “campanha prejudicial”. O tom do discurso foi repetido pelo presidente da Associação Cearense dos Criadores de Camarão, Cristiano Maia, e pelo presidente da Comissão da Agricultura da Câmara Federal, o deputado cearense Raimundo Gomes.
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