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Professores da rede municipal de Natal entram em greve

Professores da rede municipal de Natal iniciaram nessa quinta-feira (6) uma greve por tempo indeterminado. A categoria reivindica, entre outros pontos, uma recomposição salarial de 4,6% para para 2026.

Para dar início à paralisação, a categoria se reuniu em um ato em frente ao Palácio Felipe Camarão, sede da prefeitura de Natal, na Cidade Alta. O percentual da categoria que aderiu à greve não foi informado.

A Secretaria Municipal de Natal informou que implementou o piso da categoria em 2025 e 2026 e que atua com uma mesa permanente de negociação com os profissionais. Além disso, informou que tem feito pagamento em dia, além do retroativo de 2025.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN), apesar do pedido de 4,6% para este ano, as perdas salariais acumuladas da categoria ao longo dos anos somam 60%.

“Município de Natal é o município que paga o pior salário entre os 10 maiores municípios do Rio Grande do Norte para os professores e professoras. E isso tem a ver com a defasagem salarial de 60% que tá acumulada no salário da da categoria”, disse o coordenador geral do Sinte, Bruno Vital.

 

Algumas escolas continuavam funcionando na manhã desta quinta-feira (6), enquanto outras paralisaram as atividades.

O Sinte informou que reivindica ainda a unificação das carreiras e isonomia salarial.

“A gente quer unificar as carreiras, discutir com o Município já estamos desde o início do ano discutindo a unificação das carreiras, porque nós temos três carreiras no município, e nós temos salários diferentes para a mesma função”, explicou Bruno Vital.

O coordenador do Sinte citou ainda problemas estruturais e falta de professores em escolas da rede municipal.

“Nós já tivemos unidades de ensino que suspenderam suas atividades por, é, itens básicos, como, por exemplo, água sanitária que não tinha, desinfetante para lavar o banheiro da escola, papel higiênico para que as que as crianças e estudantes pudessem utilizar”, falou.

Bruno Vital reforçou que a categoria tem discutido os problemas com o Município desde o início do ano, mas que a mesa de negociação não tem surtido efeito e que os professores buscam soluções.

Em abril deste ano, os professores municipais já haviam feito uma paralisação de 24 horas cobrando melhorias salariais.

“Desde o início do ano que a gente insiste nesse sentido, e agora chegou num ponto de saturação que a categoria disse que não quer mais apenas ouvir do município respostas vazias, ela precisa de respostas concretas”, falou.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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