PRODUTIVIDADE NÃO É UM ATO SOLITÁRIO: O QUE NINGUÉM CONTA SOBRE REDE DE APOIO –
Existe uma narrativa sedutora no universo do empreendedorismo e mesmo quando se fala de produtividade pessoal, em geral: a do indivíduo autossuficiente que, armado de disciplina e foco, constrói resultados extraordinários por pura força de vontade. É uma imagem que vende livros, cursos e promessas. Mas ela raramente descreve a realidade. A produtividade sustentável não nasce do isolamento. Ela nasce da rede.
O profissional que empreende, especialmente aquele que atua sozinho, acumula funções silenciosamente. Ele negocia, entrega, comunica, administra, planeja e ainda tenta inovar. A autonomia, que no início parece libertadora, pode transformar-se em sobrecarga crônica. Sem perceber, a produtividade deixa de ser potência e passa a ser resistência. Trabalha-se muito, mas com energia fragmentada. Decide-se sozinho, erra-se sozinho, corrige-se sozinho. O cansaço não é apenas físico; é decisório.
Uma rede de apoio não é apenas um círculo afetivo — embora o afeto seja parte essencial da equação. É uma estrutura relacional que sustenta o pensamento. É ter com quem testar ideias antes de executá-las. É compartilhar dúvidas sem receio de parecer incompetente. É receber indicações, aprender com erros alheios, dividir responsabilidades, descansar sem que tudo desmorone. Em cidades como Natal, onde o ecossistema empreendedor cresce, essa dimensão relacional torna-se ainda mais estratégica: proximidade facilita confiança, e confiança acelera cooperação.
Quando há rede, a produtividade ganha inteligência coletiva. Erros deixam de ser abismos individuais e tornam-se aprendizados compartilhados. O risco é amortecido. A criatividade se amplia. A sensação de urgência permanente diminui. A mente sai do modo de sobrevivência e entra no modo de construção. Isso altera não apenas o desempenho, mas a longevidade da carreira.
O mito do herói solitário talvez seja uma das armadilhas mais silenciosas do discurso da alta performance. Ele alimenta a ideia de que pedir ajuda é sinal de fraqueza e de que dividir responsabilidades reduz protagonismo. Na prática, ocorre o contrário. Conexões estratégicas ampliam capacidade de entrega. Parcerias qualificadas expandem mercado. Mentorias encurtam caminhos. Comunidades fortalecem reputação.
Produtividade não é sobre trabalhar mais horas; é sobre trabalhar com suporte adequado. Nenhum negócio cresce isolado. Nenhuma trajetória se sustenta apenas na força individual. O que sustenta ritmo, consistência e inovação é o ecossistema ao redor.
Talvez o salto mais importante para quem empreende não esteja em aprender uma nova técnica de organização do tempo, mas em investir na qualidade das relações que o cercam. Porque, no fim, produzir é um ato coletivo — mesmo quando a assinatura é individual.
Jussara Goyano – Comunicadora, mentora de empreendedores e profissionais liberais. Apresenta o Podcast JG TV, no YouTube e no Spotify (http://bit.ly/JGTV_YT). É autora de Autoemprego: quando ser seu próprio chefe vira uma armadilha (2025, Ponto A Editora, 64 páginas – em pré-lançamento)
DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,11710 DÓLAR TURISMO: R$ 5,3800 EURO: R$ 6,0870 LIBRA: R$ 6,9810…
O presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, o desembargador Ibanez Monteiro,…
O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN) realiza nesta terça-feira (24)…
O procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Paulo de Tarso, afirmou que vai recorrer ao…
O dólar fechou em queda de 0,14% nessa segunda-feira (23), cotado a R$ 5,1685. É o menor valor…
Em declaração conjunta, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-myung, da Coreia…
This website uses cookies.