A produção industrial brasileira subiu 1,8% em abril frente a março, bem acima do esperado e marcando o segundo mês seguido positivo, impulsionada sobretudo pelos bens de capital, ligados a investimentos.
Com isso, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, na comparação com abril de 2012 a produção teve expansão de 8,4%, a maior desde agosto de 2010, quando ficou em 8,6%.
De acordo com pesquisa junto a 23 analistas, a expectativa era de que a produção industrial avançasse 1% em abril ante março. As estimativas variaram de 0,49% a 1,7%. Na comparação anual, a expectativa era de alta de 7,2%, sendo que as projeções variaram de 2,4% a 8,5%.
A categoria Bens de capital foi a que apresentou maior variação mensal, segundo o IBGE, com alta de 3,2%, quarto resultado positivo consecutivo e acumulando ganho de 15,5% no período. As demais categorias de uso também mostraram avanço em abril, quando comparado com março, com destaque para Bens de consumo, com alta de 1,8%.
A indústria brasileira apresentou comportamento errático no início deste ano, e registrou retração de 0,3% no primeiro trimestre ante o período anterior, colaborando para o Produto Interno Bruto (PIB) apresentar crescimento de apenas 0,6% entre janeiro e março.
Isso consolidou as apostas de que a economia brasileira irá crescer menos de 3% neste ano. Na pesquisa Focus do Banco Central (BC), economistas esperam expansão de 2,77% do PIB, com a produção industrial crescendo 2,5%.
Em abril, informou ainda o IBGE, 17 dos 27 ramos de atividade apresentaram expansão mensal. Veículos automotores tiveram alta de 8,2%, seguidos por máquinas e equipamentos (7,9%) e alimentos (4,8%).
Na ponta oposta, entra as atividades que mostraram retração estão bebidas (-5,9%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-6,5%), que reverteram as taxas positivas do mês anterior de 1,5% e 0,6%, respectivamente. O IBGE revisou ainda a expansão mensal de março ante fevereiro – passando a 0,8%, ante 0,7%. Na comparação anual, a produção industrial de março mostrou queda de 3,6%, ante retração de 3,3% divulgada anteriormente.
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