A indústria brasileira avançou 0,8% em abril frente a março, na série com ajuste sazonal, voltando a retomar trajetória de recuperação, segundo divulgou nesta terça-feira (6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor voltou a crescer após ter registrado queda de 0,1% em março e alta de apenas 0,1% em fevereiro.
Com o avanço de abril, o setor industrial passa a acumular alta de 4,5% no ano. Em 12 meses, o avanço é de 3,9% – a maior alta desde maio de 2011 (4,5%).
Na comparação com abril do ano passado, a alta foi de 8,9%, a 12ª taxa positiva consecutiva e a mais acentuada desde abril de 2013, quando a indústria cresceu 9,8%.
O resultado veio acima do esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 0,5% na variação mensal e de 7,7% na base anual.
Segundo ele, apesar da retomada da trajetória de recuperação, a indústria como um todo ficou 1,3% abaixo do patamar registrado em dezembro de 2017 e ainda está 14,6% abaixo do pico da série, observado em maio de 2011.
“Esse distanciamento já foi maior, como em outubro de 2016, quando essa distância alcançava 20,9%. Mas também já foi menor, como em dezembro do ano passado quando era de 13,4%”, apontou.
No primeiro trimestre do ano, a indústria cresceu 0,1%, colaborando para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil expandir 0,4% sobre os três meses anteriores. Na comparação com 4º trimestre de 2018, entretanto, quando o setor cresceu 0,7%, houve desaceleração.
Mesmo com a inflação e os juros baixos, o ritmo de recuperação da economia continua fraco, em um cenário de desemprego elevado e incertezas políticas. E os prejuízos bilionários provocados pela greve dos caminhoneiros trouxe ainda mais dúvidas sobre o desempenho do PIB no 2º trimestre.
As contas sobre o crescimento da economia deste ano estão sendo reduzidas pelos analistas para em torno de 2%, sobre cerca de 3% esperados até pouco tempo atrás, e parte do mercado já projeta uma alta do PIB abaixo de 2% em 2018.
Segundo o IBGE, 13 dos 26 ramos industriais pesquisados avançaram em abril. “Esse perfil de crescimento é o melhor desde dezembro do ano passado, quando 23 [ramos] tiveram avanço e apenas três recuaram”, destaco o pesquisador.
As principais influências positivas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,2%) e da produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (4,7%).
Segundo Macedo, o avanço em biocombustíveis se deve ao maior processamento da cana de açúcar para a produção de etanol. “A colheita da cana refletiu também no ramo de produtos alimentícios, que teve a terceira maior influência positiva, onde o açúcar aparece puxando a alta de 1,4% deste ramo de atividade”, explicou.
Na outra ponta, as maiores quedas foram registradas na produção de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-7,3%), máquinas e equipamentos (-3,1%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4%) e produtos de borracha e de material plástico (-2%).
Fonte: G1
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