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Produção da indústria tem leve alta em fevereiro

Em fevereiro, a produção da indústria brasileira registrou variação positiva de 0,1% em relação a janeiro. No entanto, frente a fevereiro de 2016, a atividade fabril caiu 0,8%, após avançar 1,4% em janeiro, quando interrompeu 34 meses consecutivos de resultados negativos nesse tipo de comparação. Em 12 meses, a produção industrial acumula queda de 4,8%, permanecendo no ritmo de queda que começou em junho de 2016 (-9,7%). Nos dois meses de 2017, a indústria variou positivamente 0,3%.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na passagem de janeiro para fevereiro, as taxas positivas foram registradas em três das quatro grandes categorias econômicas e em 13 dos 24 ramos pesquisados. Entre os setores, os principais impactos positivos foram registrados por veículos automotores, reboques e carrocerias (6,1%) e máquinas e equipamentos (9,8%), com ambos revertendo os recuos observados no mês anterior: -8,4% e -6,1%.

Outros destaques positivos sobre o total nacional vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,0%), de produtos de metal (4%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (4,8%) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (3,4%).

or outro lado, entre os 11 ramos que reduziram a produção, o desempenho de maior importância para a média global foi assinalado por produtos alimentícios (-2,7%), que interrompeu dois meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 1,8%. Outras contribuições negativas vieram de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,7%), de celulose, papel e produtos de papel (-5,6%), de metalurgia (-1,9%) e de indústrias extrativas (-0,5%).

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (7,1%) e bens de capital (6,5%) apontaram os resultados positivos mais acentuados em fevereiro, com o primeiro eliminando o recuo de 4,8% assinalado em janeiro e o segundo recuperando parte da perda de 7% registrada nos meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017.

O segmento de bens intermediários (0,5%) também apontou avanço e completou a 4ª taxa positiva consecutiva, acumulando expansão de 3,6%. Por outro lado, o setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis (-1,6%) mostrou a única taxa negativa em fevereiro e devolveu parte do ganho de 7,2% acumulado nos meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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