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Prima de bebê que morreu após comer granola de açaí segue internada em estado grave, diz família

Bicho de pelúcia entregue junto com comidas na casa de Geisa, em Natal — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi

A mulher de 50 anos de idade que foi internada após consumir uma granola de um açaí em Natal permanecia intubada na UTI, em estado grave, e realizando hemodiálise até a tarde dessa quinta-feira (24), segundo relatou a família. A situação dela é considerada estável em comparação à ultima atualização.

A prima de segundo grau dela, uma bebê de oito meses de idade, morreu após também consumir o alimento. A linha de investigação da Polícia Civil para caso, que ocorreu na semana passada, é de suspeita de envenenamento.

Na tarde de ontem (24), a família informou que a Polícia Civil voltou às ruas do bairro em busca de mais imagens de câmeras de segurança para rastrear o caminho dos motoentregadores.

Geisa de Cássia Tenório Silva foi intubada na UTI do Hospital Regional de Macaíba. Segundo a família, ela responde a estímulos, mas há uma preocupação da equipe médica em relação ao funcionamento dos rins.

“A única preocupação ainda são os rins, por causa do [possível] envenenamento. Mas ela se encontra estável”, disse a sobrinha dela, Jeannielly Edna Gomes.

 

Geisa está fazendo hemodiálise, segundo a família, e tem recebido visitas na unidade de saúde. Diante de falas e orações feitas na UTI, a mulher tem reagido.

“Quando a gente chegou lá, estava em um desses processos [de hemodiálise]. Ela se encontra estável. Responde quando a gente pergunta, olha, já tenta se agitar, como quisesse falar”, contou.

Caso é investigado pela polícia

A família mora no bairro Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal, e procurou a polícia após orientação da equipe médica que atendeu as vítimas.

Segundo a família, Geisa de Cássia e a filha da prima dela, a pequena Yohana Maitê Filgueira Costa, de oito meses, passaram mal após consumirem açaí e granola que Geisa ganhou como presente, deixado na casa dela por um motoentregador no dia 14 de abril.

A Polícia Civil confirmou que investiga o caso, mas disse que ainda aguarda laudos periciais para confirmar se, de fato, houve envenenamento.

“O alimento consumido foi encaminhado para análise toxicológica, mas o laudo pericial ainda não foi concluído. Existe a possibilidade de envenenamento, contudo, qualquer afirmação nesse sentido, neste momento, seria precipitada. Testemunhas foram ouvidas e a Polícia Civil segue acompanhando o caso para dar continuidade à apuração dos fatos”, informou a corporação.

Mãe da bebê, a dona de casa Danielle Priscila Silva conta que a filha morreu ainda na UPA de Cidade da Esperança, pouco antes de ser transferida para um hospital.

“Os sinais vitais dela estavam baixo, o batimento do coraçãozinho baixo, mas com o tempo, ela teve uma melhora, tentaram transferir ela da UPA para o Hospital Maria Alice. A gente não chegou a sair nem da UPA. Na UPA mesmo, dentro da ambulância, minha filha veio a óbito”, lembrou.

Família recebeu três encomendas

Ao todo, foram três dias recebendo encomendas na casa da família, levadas por motoentregadores, segundo Yago Smith, filho de Geisa. Veja a cronologia das entregas abaixo:

  • 13 de abril: Geisa recebeu um urso de pelúcia e chocolates de origem desconhecida, consumiu o alimento, mas nada aconteceu.
  • 14 de abril: Geisa recebeu outra entrega, desta vez de açaí com granola. Ela consumiu o açaí e dividiu a granola com Yohana. Em seguida, ambas passaram mal e foram socorridas. A bebê morreu ainda na ambulância, enquanto Geisa recebeu alta após medicação.
  • 15 de abril: Geisa acordou se sentindo bem, segundo seu filho Yago. A família ainda não relacionava a morte da criança com as entregas. No mesmo dia, outra entrega de açaí chegou, e Geisa consumiu o alimento. Segundo Yago, ela passou mal em 15 minutos, foi levada para a UPA e ficou internada em estado grave. Os médicos recomendaram que a família procurasse a polícia.

Ainda de acordo com Yago, os médicos começaram a desconfiar de envenamento por causa dos sintomas apresentados por Geisa.

“Ela estava suando bastante, tremendo a mão, não tinha força nem pra falar nada, espumando, e aí começaram a desconfiar que aquilo era caso de envenenamento”, contou ele.

Investigação

Outro filho de Geisa, o churrasqueiro José Cícero Tenório, que também acompanhou a mãe na UPA, diz que a Polícia Civil já recolheu amostras do açaí e de outros materiais que vieram nas entregas para exames periciais.

“Eles já levaram tudo, as amostras para aprofundar essa investigação. Passou uns 40 minutos após eu fazer o BO, vieram em casa e levaram a amostra do açaí, levaram a amostra dos papéis que vieram, as cartas, só não levaram o urso”, revelou.

Ainda de acordo com ele, a polícia já colheu digitais e busca identificar o motoentregador para saber quem pediu as corridas.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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