O ministro de Estado das Relações Exteriores, Ernesto Araújo durante Almoço de Trabalho, O Futuro do Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, cancelou os compromissos de sua agenda oficial nesta segunda-feira (29) e convocou os secretários de sua equipe para uma reunião no fim da manhã. Foram chamados os sete secretários do Itamaraty, que têm status de vice-ministros, e o secretário-geral da pasta, embaixador Otávio Brandelli.
Ernesto vive nos últimos dias intensa pressão do meio político para sua saída do cargo. No Congresso, a avaliação é de que o ministro tem sido ineficiente na busca de doses de vacina contra a Covid-19 no exterior. Há também muita insatisfação sobre a postura de Ernesto no cenário internacional, que, na avaliação de deputados e senadores, tem isolado o Brasil e afastado investimentos estrangeiros.
Interlocutores do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmaram que ele procurou no início da manhã o presidente Jair Bolsonaro para pedir a saída de Ernesto. Na conversa, disse a Bolsonaro que, se o Executivo não tomar uma iniciativa sobre o ministro, o Senado tomará.
Ernesto ainda conta com o apoio dos filhos do presidente, dois deles com atuação no Congresso: o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).
A situação política de Ernesto se deteriorou bastante nos últimos dias. Na quarta-feira (24), em uma reunião da qual participaram Bolsonaro, ministros e chefes de poderes, o ministro das Relações Exteriores foi cobrado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sobre uma atuação efetiva na busca por vacinas.
No mesmo dia, em uma audiência da qual participava no Senado, o ministro ouviu de diversos senadores o pedido para deixar o cargo.
No fim de semana, envolveu-se em um atrito com a senadora Kátia Abreu (PP-TO). Ele escreveu em uma rede social que, em um almoço no início de março, a senadora, que é presidente da comissão de relações exteriores, lhe disse que ele seria o “rei do Senado se fizesse um gesto em relação ao 5G”.
A declaração de Ernesto foi vista como desespero por senadores, uma tentativa de tirar o foco da pressão por sua demissão.
Kátia Abreu respondeu a postagem do ministro e disse que é “uma violência resumir três horas de um encontro institucional a um tuíte que falta com a verdade”.
Vários senadores prestaram solidariedade a Kátia Abreu, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), criticou a fala de Ernesto, a qual chamou de “cortina de fumaça”.
Fonte: G1
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em seu discurso no Fórum Econômico Mundial,…
O Conselho Federal de Medicina (CFM) estuda impedir que 13 mil estudantes de Medicina do…
Uma criança de 10 anos morreu soterrada após o desmoronamento de uma casa devido às chuvas, na…
O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito,…
A terceira edição do "Sesc Parada na Ladeira" será realizada nesta quinta-feira (22), abrindo a…
1- Sábado (24) é dia de Clássico-rei! América-RN e ABC chegam em condições muito…
This website uses cookies.