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Presidente do Parlamento britânico barra votação do acordo do Brexit nesta segunda

John Bercow, presidente da Câmara dos Comuns, fala durante a votação que deu a Theresa May a permanência no mandato como primeira-ministra, em janeiro — Foto: Jessica Taylor/UK Parliament/AFP/Arquivo

O presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, barrou nesta segunda-feira (21) a votação do acordo do Brexit feito pelo premiê britânico, Boris Johnson, com a União Europeia na semana passada.

“Eu tomei uma decisão baseada em princípio e há muitas oportunidades par ao governo conseguir o que quer, com a aprovação do Parlamento, até o fim de outubro”, afirmou Bercow.

Ele afirmou que seguirá pela alternativa de deixar a proposta de legislação tramitar antes de ter um voto de sim ou não.

“Em resumo, a moção de hoje é, em seu conteúdo, semelhante à moção de sábado (19), e a Câmara dos Comuns decidiu a questão. As circunstâncias de hoje (segunda, 21) são as mesmas de sábado (19).”

Acordo negociado

Johnson retornou triunfante de Bruxelas na sexta-feira (18), com um acordo renegociado – algo que muitos consideravam impossível.

Ele convocou o Parlamento para uma sessão no sábado (19), algo que não acontecia desde a guerra das Malvinas em 1982, confiante de que conseguiria a aprovação do novo acordo. Os deputados adiaram a decisão.

Assim, o premiê se viu obrigado a solicitar formalmente ao bloco europeu um novo adiamento da data do Brexit, inicialmente previsto para março e prorrogado por duas vezes. A data atual para que o Reino Unido deixe o bloco europeu ainda é 31 de outubro.

Johnson foi obrigado a pedir uma nova extensão do prazo– apesar de repetidas vezes anunciar que se recusaria a fazê-lo – para cumprir uma lei aprovada pelo Parlamento britânico em 4 de setembro. Ele não assinou a carta em que fez esse pedido, porém anexou uma segunda carta, esta sim assinada, em que afirma que o adiamento é uma ideia ruim.

União Europeia sinaliza que aceita

O ministro da Economia da Alemanha, Peter Altmaier, disse que acredita que será possível permitir uma extensão do prazo para que a legislação seja aprovada ou até mesmo para dar tempo para uma eleição geral.

“Já concordamos em prorrogar duas vezes. Eu repeti que não sou ideologicamente contrário a ampliar de novo alguns dias ou semanas se tiver uma boa solução que exclua um Brexit sem acordo”, ele afirmou.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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