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Premiê britânica defenderá ruptura drástica do Reino Unido com UE

A primeira-ministra Theresa May fará na próxima terça-feira (17) seu aguardado discurso sobre a estratégia de negociação para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e, como antecipa a imprensa britânica, ela deixará clara sua preferência pelo chamado “hard Brexit”.

O “hard Brexit” seria o mais próximo de uma ruptura total com a UE: o Reino Unido deixaria o mercado comum, a união aduaneira, e passaria a negociar com o bloco como qualquer outro país de fora da Europa. Em contrapartida, sairia totalmente da zona de livre-trânsito.

Segundo os jornais “The Sunday Telegraph” e “The Sunday Times”, May dirá que controlar as fronteiras é uma necessidade para o Reino Unido nos tempos atuais. Só que isso, lembram os diários, só será possível se o país não estiver mais sob a jurisdição do Tribunal Europeu de Justiça.

A chefe de governo já disse recentemente, em declarações ao canal britânico “Sky News”, que sua prioridade é conseguir “o melhor acordo possível” para o país e as empresas britânicas. Ela advertiu que o Reino Unido “sairá” de UE e não será possível “conservar pedaços” do acordo atual.

A previsão é de que May, que assumiu o cargo em julho de 2016 em substituição a David Cameron sem passar pelas urnas, apresente mais detalhes sobre seu plano para o Reino Unido, que contempla não só um acordo para o Brexit, como também uma reforma econômica.

O discurso, analisa a imprensa britânica, vai ao encontro das principais demandas dos eurocéticos e ameaça abrir um racha no seu Partido Conservador.

Por isso, May apelará tanto aos partidários como aos que se colocaram contra a saída da UE para que deixem para trás as suas diferenças e “os insultos”. Segundo a imprensa britânica, ela dirá: “Os cidadãos saberão que, quando eu disse que o Brexit significava Brexit, era a sério”.

Espera-se que a Suprema Corte emita durante o mês sua sentença sobre se May tem autoridade para ativar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa sem prévia autorização do Parlamento. Se o Supremo decidir contra o Executivo, como fez antes uma corte inferior, o governo deverá preparar uma nova legislação para ser aprovada pelas duas Câmaras – Comuns e Lordes – até o fim de março.
Fonte: Deutsche Welle
Ponto de Vista

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