Categories: Blog

Prefeitura sem plano para UPA e AMEs

A Prefeitura de Natal não tem um plano para assumir, a curto ou médio prazo, os serviços da Unidade de Pronto-Atendimento -Dr. Ruy Pereira (UPA Pajuçara) e dos Ambulatórios Médicos Especializados (AMEs). Depois de longa reunião, na manhã de ontem (14), com técnicos da SMS, o procurador Geraldo Lopes, adjunto da Procuradoria Geral, antecipou que o município vai sugerir, na audiência de conciliação, programada para hoje (15), às 10h, na 5a. Vara da Fazenda Pública,  a continuidade da intervenção. “À princípio, a SMS não apresentará proposta de assumir a gestão. O município não tem pessoal para assumir. Isso é fato”, afirmou o procurador.

Ao convocar a audiência de conciliação, para decidir o destino da terceirização, o juiz Airton Pinheiro solicitou que a Prefeitura de Natal apresente um planejamento para a gestão pública nas unidades. O contrato de gestão firmado com a A. Marca para as AMEs se encerra dia 26 de outubro e para a UPA Pajuçara, dia 7 de dezembro.  A A.Marca já chegou a pedir o fim da intervenção e declarou não ter interesse em manter os contratos, em situação de intervenção judicial. Segundo Geraldo Lopes a solução deve ser “construída na negociação, junto com o MPE, com a justiça e com o interventor”. Na audiência, os pontos centrais da discussão serão os termos de extinção dos contratos, a situação provisória da intervenção judicial e a retomada da gestão pelo Município.

Segundo o interventor da A. Marca,  Marcondes de Souza Diógenes Paiva, além dele, pelo menos, um representante da direção geral da  O.S.s, possivelmente, Elisa Araújo, deve comparecer  a audiência. Segundo Marcondes Diógenes é possível ainda que, na audiência, o juiz fixe uma data para o fim da intervenção judicial e estabeleça prazos para que a prefeitura retome a gestão.  Marcondes Diógenes foi escalado pelo MP/RN para a intervenção judicial, acatada pela Justiça, desde a deflagração da Operação Assepsia, em 27 de junho.

No início desse mês, o interventor apresentou o primeiro relatório das atividades. No documento, ele detalhou os procedimentos para tentar manter a regularidade do serviço de saúde prestado ao natalense e, sobretudo, as dificuldades encontradas, entre elas, a ausência de contratos formalizados com os laboratórios. Segundo o interventor três laboratórios operavam nas AMEs, mediante acordo verbal. Não há informação precisa de qual deles detinha ‘contrato’, nem quanto à forma de pagamento. Os contratos verbais começaram a ‘vigorar’ em junho/2012 e duraram pouco mais de um mês, segundo o primeiro relatório da intervenção, anexado aos autos da ação.

Fonte: Tribuna do Norte

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,2500 DÓLAR TURISMO: R$ 5,4590 EURO: R$ 6,1600 LIBRA: R$ 7,1680 PESO…

5 horas ago

Musk quer levar data centers ao espaço, mas especialistas veem grandes obstáculos

Elon Musk afirmou que deseja colocar até um milhão de satélites em órbita para formar grandes data…

5 horas ago

New START: último acordo nuclear entre Rússia e EUA expira

Expira no fim da noite dessa quarta-feira (4) o prazo para renovação do Tratado de…

5 horas ago

RN terá concurso unificado com 175 vagas para Detran, Ipern e Ceasa

O Rio Grande do Norte terá um concurso unificado com 175 vagas, além de cadastro…

5 horas ago

Lotomania hoje: resultado do concurso 2884 e números sorteados; 3 apostas vencem e cada uma leva mais de R$ 3,5 milhões

Veja abaixo os números do sorteio do concurso 2884 da Lotomania realizado nessa quarta-feira (4):…

5 horas ago

PF abre inquérito para investigar o Fictor, grupo que fez proposta para comprar o Banco Master

A Polícia Federal abriu nessa quarta-feira (4) um inquérito para investigar o grupo Fictor, que entrou…

5 horas ago

This website uses cookies.