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Prefeitura de Natal adia volta às aulas em formato remoto e não tem previsão para retorno presencial na rede municipal

A Prefeitura de Natal decidiu adiar a volta às aulas nas escolas da rede municipal de ensino para o dia 18 de fevereiro no formato remoto. O retorno às atividades presenciais – em formato híbrido – ainda não tem data definida. O planejamento é que aconteça em março, mas vai depender do cenário da pandemia da Covid-19 na cidade, segundo informou a secretária de Educação (SME), Cristina Diniz nessa quinta-feira (28). Apenas as creches não retornarão remotamente.

As aulas da rede municipal estavam previstas para voltarem no formato presencial – ainda no sistema híbrido – no próximo dia 2 de fevereiro. As atividades na rede pública de todo o estado estão suspensas desde março, por conta da pandemia da Covid-19.

O adiamento foi decidido após orientação do comitê científico do município, que recomendou a medida pelo fato de Natal ter recebido pacientes e turistas de outros estados recentemente.

“O comitê orientou que nós aguardássemos mais uns 15 dias devido à questão das pessoas que estão vindo de outros estados, com uma nova cepa da Covid-19, e também o número de turistas que nós estamos tendo no estado, principalmente em Natal”, explicou Cristina Diniz.

Natal recebeu nos últimos dias 41 pacientes com Covid-19 vindos do Amazonas, que passa por séria crise sanitária e superlotação dos hospitais do estado, além da falta de oxigênio. Uma variante do coronavírus já foi descoberta no Amazonas.

Segundo a Secretaria de Educação, os professores já retornam no próximo dia 3 de fevereiro, data em que se encerram as férias, para programar e planejar o ano letivo.

O retorno às atividades presenciais ainda não tem data definida e vai depender do cenário da pandemia na cidade.

“Em março, nós pretendemos, se nós tivermos as condições favoráveis, voltar com as aulas presenciais, mas no sistema híbrido: presencial e não presencial. Aí nós vamos cumprir o que nós fizemos no protocolo”, explicou.

“Começam voltando presencialmente os nonos anos, os anos finais do ensino fundamental 2, os anos iniciais, e depois a educação infantil, com a pré-escola e a creche”.

A medida adotada por Natal ocorre em outros municípios. Nessa quinta-feira (28), a Prefeitura de Mossoró foi outra que decidiu adiar o reinício das aulas, que estava marcado para fevereiro, para o mês de março. O motivo foi a falta de condições das escolas.

As escolas municipais de Natal também sofrem com a ausência de equipamentos necessários para o cumprimentos das medidas sanitárias.

A escola municipal Iapissara Aguiar, no bairro Potengi, na Zona Norte de Natal, por exemplo, não tem EPIs para professores e alunos, álcool em gel e nenhum dos dispensers de álcool em gel instalados, além de outros problemas estruturais, segundo a diretora da unidade.

“Passados quase 11 meses, esse retorno não foi organizado, nem equipadas as escolas. Infelizmente o que nós encontramos hoje, como diretores de escolas públicas, é um verdadeiro caos. As escolas não têm recursos para a compra de merenda. Nós não temos bebedouros equipados para receber os nossos alunos”, disse Ana Karla Varela Siqueira, diretora pedagógica da escola.

“Nós não temos os equipamentos de EPIs que garantam a segurança para alunos e professores em sala de aula. Nós não temos escolas sinalizadas ou com dispensers de álcool em gel, por exemplo”.

De acordo com a Secretaria de Educação, estão sendo distribuídos entre os 74 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e as 72 escolas de ensino fundamental 451 lavatórios adultos de higienização e 184 infantis, além de 451 totens adultos de álcool em gel e 100 infantis. A pasta informou ainda que vai distribuir cerca de 56 mil kits de higiene para alunos e profissionais.

Rede estadual

A Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC) informou nesta quinta-feira (28) que vai manter o cronograma de reinício das aulas presenciais – também em formato híbrido – a partir do dia 1 de fevereiro.

Segundo a pasta, “as unidades de ensino que não tiverem as condições necessárias para a retomada segura das atividades presenciais poderão continuar com o processo de adaptações necessárias. As aulas, neste caso, serão retomadas de maneira não presencial”.

De acordo com a secretaria, a estimativa é de 60% das escolas estaduais tenham condições de retornar, segundo monitoramento que é feito pela pasta.

Fonte: G1RN

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