A Prefeitura de Maxaranguape negou, por meio de nota de esclarecimento, envolvimento na Operação Ozius, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (29). A operação teve o objetivo de combater desvios dos programas Bolsa Família e PET (Programa de Educação Tutorial), ambos do Governo Federal.
De acordo com o apurado da polícia, duas pessoas responsáveis pelo cadastramento recebiam dinheiro de seis beneficiários há três anos. No entanto, a prefeitura de Maxaranguape explicou que não existe nenhuma relação direta ou indireta com o município e que não houve a apreensão de qualquer documento pessoal da servidora que mora no local onde foi cumprido mandado de busca e apreensão.
Segundo o delegado federal, Rubens França, que participa da investigação, os suspeitos mudaram de endereço desde que a denúncia foi feita ano passado. Por isso, mesmo o crime tendo acontecido em Maxaranguape, houve o cumprimento de mandados em Natal e Parnamirim.
De acordo com a Polícia Federal, os dois funcionários não têm vínculo efetivo com a Prefeitura de Maxaranguape e realizaram o cadastramento de pelo menos seis pessoas no programa Bolsa Família. “Pegavam documentos de terceiros, sem que esses terceiros soubessem, fazia o cadastro no programa e colocavam um endereço que não era dessas pessoas, esperava chegar ao cartão e tiravam o dinheiro. Isso já faz uns três há quatro anos”, explicou Rubens França.
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