Os preços do petróleo caíam nesta sexta-feira (23) para o menor nível do ano, em direção ao maior declínio mensal desde o fim de 2014, quando a Opep optou por produzir a maior quantidade possível de petróleo para ganhar mercado, levando as cotações para uma derrocada que durou cerca de dois anos.
O petróleo Brent recuava US$ 2,14, ou 3,42%, a US$ 60,46 por barril, às 8h49 (horário de Brasília).
O petróleo dos Estados Unidos caía US$ 2,82, ou 5,16%, a US$ 51,81 por barril.
A oferta global, liderada pelos Estados Unidos, está crescendo mais rapidamente do que a demanda, e para eliminar um excedente de combustível não utilizado, como o que emergiu em 2015, espera-se que a Opep comece a limitar a produção após uma reunião marcada para 6 de dezembro.
No entanto, até o momento essas medidas não ajudaram a elevar os preços. O valor do barril de petróleo caiu cerca de 17% até agora em novembro, em uma sequência de sete semanas de perdas.
“A questão agora é por quanto tempo mais os baixistas vão conseguir ‘atirar’. Eles vão ficar sem munição ou eles têm uma ampla reserva de balas?”, disse o estrategista da PVM Oil Associates, Tamas Varga.
“É razoável comparar o atual cenário econômico e de oferta e demanda com o de quatro anos atrás. Afinal, foi em novembro e dezembro de 2014 que os preços do petróleo caíram mais ou menos para o mesmo nível onde estão hoje”, disse ele.
Fonte: Reuters
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