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Pré-candidato ao governo do RN, Cadu Xavier (PT) pede exoneração da Secretaria de Fazenda

Carlos Eduardo Xavier, secretário de Fazenda do RN — Foto: João Gilberto/ALRN

O secretário da Fazenda do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier, pediu exoneração do cargo para disputar o Governo do Estado nas eleições deste ano. A saída ocorre para obedecer a legislação eleitoral, que prevê a desi

Auditor fiscal de carreira, Cadu Xavier, como é conhecido, deixa a função após sete anos à frente da Secretaria de Fazenda (Sefaz) como pré-candidato do PT à sucessão a Fátima Bezerra, do mesmo partido.

Uma despedida ocorreu no prédio da secretaria, no Centro Administrativo, em Natal, nesta segunda-feira (30) e contou com discursos do próprio secretário e da governadora Fátima Bezerra.

Apesar disso, a exoneração de Cadu não foi publicada no Diário Oficial do Estado até a última atualização desta reportagem.

Para o lugar de Cadu, a governadora já anunciou o nome de Álvaro Bezerra, que até então ocupava a Secretaria do Tesouro.

Durante a solenidade, Fátima também confirmou a auditora Jane Araújo como nova secretária de Administração do estado.

As mudanças na equipe da governadora começaram com a saída do secretário extraordinário de Governo e Relações Institucionais, Adriano Gadelha, que pediu exoneração na última sexta-feira.

Gadelha deve assumir a coordenação da campanha de Cadu ao governo.

Desincompatibilização

O movimento no primeiro escalão do governo está ligado a um mecanismo previsto na lei eleitoral, a chamada desincompatibilização.

Algumas autoridades que pretendem concorrer a cargos eletivos em outubro devem se afastar das funções que ocupam, de forma temporária ou definitiva, até seis meses antes do pleito.

A medida tem objetivo de combater abuso de poder econômico ou político nas eleições, o que pode desequilibrar a disputa. Ou seja, a intenção é evitar que o agente público tire vantagem do cargo que ocupa e utilize a máquina pública em benefício próprio.

Quem não deixa o cargo na época correta pode ser considerado inelegível.

Secretários estaduais que queiram concorrer em outubro devem deixar os cargos que ocupam seis meses antes da votação – o próximo sábado, 4 de abril.

Governadores que buscam a reeleição podem permanecer no cargo. Porém, se quiserem disputar outro posto, como Senado, Câmara ou até a Presidência, precisam se afastar seis meses antes da eleição.

Fátima Bezerra, por exemplo, chegou a anunciar que deixaria o cargo para concorrer ao Senado, mas voltou atrás e declarou neste mês que vai permanecer no governo até o fim da gestão.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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