José Maria Barreto de Figueiredo
Em um período da minha vida, quando as irresponsabilidades se entrelaçavam com as responsabilidades, tive a oportunidade de assistir a uma seção cinematográfica em plena tarde, que para outros era de trabalho. Saí empolgado com o desempenho dos artistas, na época os meus preferidos, Gary Cooper e Ingrid Bergman.
Entretanto, só agora, depois de tantos anos, começo a me questionar e procurar dentro de mim a resposta: Por quem os sinos dobram?
Em princípio pensava ser apenas função do mesmo, ou seja, informar aos presentes que era chegada a hora da sesta, o final do expediente, a hora de um ato litúrgico. Entretanto, começo a me conscientizar que é bem diferente a função do seu badalar.
Na hora do crepúsculo, quando o dia desesperadamente procura se manter firme, rejeitando o escuro da noite, eu volto ao passado. Reencontro o gurgulhar dos pombos, o canto dos pássaros, o latido de Nero, o meu cão de estimação, a mão amiga do mestre o calor e o perfume do primeiro amor. E o mais sublime de tudo, a sua face, rodeada pelos cabelos louros, bem angelical e terno, me chamando candidamente para juntos agradecermos a Deus a felicidade de termos uma família.
E dentro desse quadro, exatamente no seu dia, quando não consigo mais lhe abraçar materialmente, resta-me olhar a torre da igreja e ouvir o badalar do sino que comigo reverencia a sua memória.
Eis por quem os sinos dobram.
José Maria Barreto de Figueiredo – Economista e Chanceler da UNIFACEX
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