IMPRENSA LIVRE: ENTRE O MILENAR EXEMPLO DA COMUNICAÇÃO OFICIAL E A RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA III –
Nesta parte do texto, irei arriscar algumas opiniões que referenciem os embates atuais entre o poder governamental e as grandes corporações da mídia. A intenção não será apenas mostrar algumas contradições da própria essência ideológica, como fiz no texto passado. Direi também que o excesso do verniz dogmático funciona nos extremos, de tal modo que a liberdade parece ser algo só conveniente às mentes, aos olhos e às bocas. Quando a imprensa livre pode ser vista como expressão da verdade, torna-se a ideal contra os outros.
Antes de me referir precisamente à Folha e Rede Globo, antecipo-me ao tema em torno de um comentário geral. Ao se tomar aqui o período das eleições livres para PR, nota-se que as principais corporações midiáticas foram todas acusadas e combatidas pelos governantes – e até por candidaturas. Neste particular, lembro que Brizola se referia a Globo, como um “filhote da ditadura”. Mas, em plenos governos democráticos, teve-se de tudo um pouco. PF em sedes, inquéritos, acusações e ameaças diversas. Neste campo, foram muitas as ocasiões, por exemplo, que os governos petistas ensaiaram atitudes duras do tipo “controle da mídia” e “não renovação de concessões”. Nada diferente do enredo atual. Discursos iguais, sinais trocados.
Sobre a Folha, no bojo da comemoração do seu centenário, eis novos ataques. Um presente indigesto na tempestade perfeita. Nada tão irreal e metafórico para se descrever um ambiente político que insiste e persiste no erro. Mas, a Folha existe, bem ou mal cobra – e resiste.
E a Rede Globo? Exemplo empresarial de sucesso tecnológico e capacidade produtiva, vira e mexe tratada como “lixo”. Mais do que algum tipo de questionamento sobre os conteúdos, o que causa espanto é que essa expressão vem dos tempos da Alemanha nazista. Sim, “lugenpresse” ou “imprensa mentirosa”, decorre do combate contra toda manifestação que afrontasse a “verdade partidária” ou a opinião do Fuhrer. Afinal, as redações estavam pautadas pelos judeus e seus ideais mentirosos: o lixo.
Ainda bem que a História também ensina e aponta para vias democráticas.
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Alfredo Bertini – Economista, professor e pesquisador, ex-presidente da Fundação Joaquim Nabuco
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