Embora essa matéria seja um breve extrato da longa entrevista que concedi ontem a um dos repórteres esportivos da Folha de PE, a mesma representa a continuidade de um tema que venho destacando há mais de uma década.
O modelo vigente das competições nacionais do futebol brasileiro tem-se tornado cada vez mais concentrador. E à medida que esse fenômeno se fortalece a cada ano, poucas equipes se tornam competitivas para as disputas de títulos e as consideráveis fatias dos recursos gerais de patrocínio.
Nesse ritmo, não apenas muitos clubes se tornam figurantes ou meros candidatos aos possíveis rebaixamentos de divisões. Essa falta de competitividade retira também dos mesmos o que lhes restam de valioso: as suas expressões natas de identidades culturais. Criam-se as condições de um “futebol nacional” cada vez mais associado ao padrão de dois a três estados, assim fortalecidos pelas perdas graduais das identidades locais.
Assim, aos problemas microeconômicos dos clubes, somam-se questões estruturais hoje ditadas pela profunda desigualdade econômica nas distribuições de recursos. Sem revisar esse modelo e sem que outros valores conceituais sejam revistos (formação de atletas, receitas alternativas, modalidades de competição, fortalecimento dos clubes, revisão de calendário e políticas publicas) o futebol brasileiro parece marchar para a “consolidação forçada” de um padrão de fora para dentro, absolutamente suicida, que descaracteriza nossa cultura.
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Alfredo Bertini – Economista, professor e pesquisador, ex-presidente da Fundação Joaquim Nabuco
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