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Poluição do ar na cidade de São Paulo está 20% menor em julho com quarentena

A concentração de poluentes na cidade de São Paulo está 20% menor em julho deste ano em comparação com o mesmo mês de 2019, de acordo com o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG – USP).

A queda de concentração chegou a ser de 50% durante a primeira semana de quarentena obrigatória no estado de São Paulo. O aumento do número de veículos nas ruas com a flexibilização da quarentena e o clima seco e sem chuvas são explicações para a poluição ter aumentado desde abril.

De acordo com dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a qualidade do ar na maior parte das estações onde há medição na região metropolitana de São Paulo nesta quinta-feira (23) era “moderada”, o que significa que a concentração de poluentes está acima dos valores recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com a professora do IAG-USP, Maria de Fátima Andrade, “moderada já não é boa”.

De acordo com a pesquisadora, os veículos, além de emitirem monóxido de carbono pelo escapamento, também emitem partículas poluidoras com a ação abrasiva do pneu no asfalto.

“Então menos movimento, menos liberação de partículas. O uso de máscara é bom até para isso, para não respirar essas partículas porque você evita inalar as maiores”, afirma.

Outro motivo para a poluição maior é o clima mais seco dos últimos dias, de acordo com a gerente da divisão de qualidade do ar da Cetesb, Maria Lúcia Guardani. Com a queda da temperatura durante as noites de inverno, o ar quente sobe e os poluentes ficam presos a uma altura de cerca de 160 metros na nossa atmosfera.

Essas partículas não conseguem romper a barreira de ar frio e permanecem lá até esquentar. No meio da manhã a poluição se dispersa porque o ar quente já atingiu as camadas mais altas e a barreira é rompida.

Esta condição típica de inverno é a chamada inversão térmica.

“É de se esperar que os poluentes que a cidade emite fiquem mais na atmosfera. Mais veículo e mais atividade significam mais poluentes. Se o isolamento estivesse maior agora, teríamos uma condição melhor na atmosfera porque menos veículos e poluentes. Ainda temos sorte, menos quantidade de veículos na rua, mas já tem trânsito”, afirma Guardani.

As condições meteorológicas são determinantes, portanto. A poluição só vai melhorar se chover.

“Se chove, a chuva faz uma limpeza geral em todas as partículas. No inverno tem poucas chuvas e vento e isso faz com que os poluentes fiquem. Isso vai se arrastar para agosto. Se começar a chover e tivermos uma condição melhor, os poluentes também diminuem”, conclui.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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