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Políticos buscam acordão entre Poderes para frear investigações em ano eleitoral

Está em curso uma tentativa de acordão em Brasília. A costura envolve representantes do governo, do Congresso e do Judiciário, cada parte com a sua pauta.

Com a volta de parlamentares e ministros do STF ao trabalho, nessa segunda-feira (2), é hora de observar como os grupos políticos vão reagir diante de investigações que estão em curso, como a do Banco Master e casos de desvios de emendas e verbas parlamentares.

A grande preocupação hoje em Brasília é que os desdobramentos desses casos já são esperados e podem atingir políticos em ano de eleição, prejudicando candidaturas.

O blog apurou que, nos bastidores, está sendo costurado um acordão entre os poderes para tentar acomodar essa crise e evitar danos maiores.

Cada lado dessa costura tem as suas próprias questões. Pressionado por investigações sobre emendas, o Congresso manda ao governo o seguinte recado: vocês precisam de nós para aprovar pautas que podem ajudar na eleição.

E ao governo interessa, por exemplo, avançar com propostas como o fim da escala 6×1 e ver aprovada no Senado a indicação de Jorge Messias para o STF.

Por isso, há no Palácio do Planalto quem defenda que as investigações não andem assim tão depressa.

A dificuldade é que você não pode combinar isso com um investigador sério da Polícia Federal que está fazendo seu trabalho de desvendar esquemas de corrupção.

Em relação ao Judiciário, o governo está mapeando como deve atuar o TSE sob o comando de Nunes Marques, com André Mendonça de vice (ambos indicados ao STF por Jair Bolsonaro) e Dias Toffoli também na composição do tribunal para a eleição deste ano.

O Planalto teme que a falta de uma base consolidada no Congresso e desgastes na relação com o STF por causa do caso Master, por exemplo, afetem a governabilidade em um momento decisivo.

O STF, desgastado pelo caso Master e pela atuação do ministro Toffoli na condução do inquérito, já manifestou ao Planalto seu incômodo com o que avaliou ser uma falta de apoio do presidente Lula nessa crise.

Esse é o termômetro da política no momento. Resta saber como esses atores da política vão se comportar nessa costura, se vão conseguir tirar a pressão e desacelerar essas investigações de olho nas eleições de 2026.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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