A apuração foi aberta após e-mails sobre o caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no final de janeiro terem indicado que Andrew pode ter transmitido relatórios comerciais potencialmente confidenciais na época que ele era representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
“Podemos confirmar o recebimento desse relato e estamos avaliando as informações de acordo com nossos procedimentos estabelecidos”, disse em comunicado a polícia do Vale do Tâmisa, responsável pela região oeste de Londres.
Em um e-mail de 30 de novembro de 2010, ao qual a agência de notícias AFP teve acesso, Andrew Mountbatten-Windsor, então duque de York e cuja conta de e-mail aparece como “The Duke”, enviou ao financista americano relatórios relativos a visitas ao Vietnã, Hong Kong, Shenzhen (na China) e Singapura. O então príncipe enviou os relatórios ao financista americano cinco minutos depois de tê-los recebido de seu assistente à época.
Em outubro, Andrew Mountbatten-Windsor foi destituído de todos os seus títulos reais por seu irmão mais velho, o rei Charles III, após novas revelações sobre sua amizade com Epstein. Ele também “foi expulso” de sua residência oficial em Windsor.
A família real está sob pressão por conta dos laços de Andrew e Epstein evidenciado pelos documentos do escândalo sexual que estão sendo publicados pelo Departamento de Justiça dos EUA. O príncipe William e a princesa Kate Middleton afirmaram nessa segunda-feira (9) que estão “profundamente preocupados” com as revelações do caso. Andrew nega qualquer irregularidade relacionada a Epstein.
Em outro e-mail de outubro de 2010, citado pela “BBC”, o ex-príncipe Andrew também enviou ao criminoso sexual detalhes sobre suas próximas viagens a esses mesmos destinos.
O irmão do rei foi representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional entre 2001 e 2011, antes de renunciar devido a críticas sobre seus gastos e sua forma de exercer o cargo.
O ex-príncipe foi acusado de agressões sexuais por Virginia Giuffre, principal testemunha de acusação do caso Epstein, quando a mulher era menor de idade.
Andrew Mountbatten-Windsor sempre negou essas acusações de Virginia Giuffre, que, segundo sua família, morreu por suicídio na Austrália em 25 de abril de 2025, aos 41 anos.
Novas fotos sem data, divulgadas no fim de janeiro, nas quais o ex-príncipe aparece com outra mulher, no âmbito dos arquivos Epstein, voltaram a alimentar as suspeitas.
Nas imagens, vê-se o ex-príncipe ajoelhado e inclinado sobre uma jovem cujo rosto foi censurado.
Também vieram à tona e-mails nos quais Epstein era convidado ao Palácio de Buckingham para conversar em “privado”.
Andrew Mountbatten-Windsor não fez nenhuma declaração recentemente.
O Palácio de Buckingham confirmou que o ex-príncipe deixou, nesta segunda-feira, sua residência no complexo real de Windsor para se mudar para uma propriedade privada do rei em Norfolk, no leste da Inglaterra.
Fonte: G1
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