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Polícia Civil investiga duas lojas de joias suspeitas de comprar e derreter peças de ouro furtadas em Natal

oias furtadas foram vendidas a lojas em Natal. Polícia Civil investiga. — Foto: Cedida

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte investiga pelo menos duas lojas de joias de Natal suspeitas de comprar e derreter peças de ouro furtadas. A vítima teve prejuízo de mais de R$ 40 mil.

Segundo a Delegacia Especializada de Furtos e Roubos, pelo menos seis furtos do tipo foram registrados em dezembro deste ano. Em cada um deles, as vítimas tiveram prejuízo superior a R$ 33 mil, já que a unidade só recebe casos que envolvem valores superiores a 30 salários mínimos.

Em quase todas as ocorrências, os crimes foram cometidos por trabalhadores domésticos, segundo disse a delegada Danielle Filgueira. Em uma delas, a mulher que trabalhava para uma das vítimas confessou o crime e levou os investigadores a duas lojas da cidade – uma localizada dentro de um shopping no bairro Candelária, na Zona Sul de Natal, e outra em um supermercado do bairro Igapó, na Zona Norte da capital.

Ainda de acordo com a suspeita, ela já teria levado outras joias, outras vezes, aos mesmos estabelecimentos. O responsáveis por um das lojas confessaram o crime.

“Ou seja, indiretamente, ela reconheceu outros crimes do mesmo tipo. Ela está respondendo em liberdade, porque não houve flagrante, mas confessou e quer fazer um acordo com a família”, disse a delegada. Ela deverá responder por furto qualificado por abuso de confiança, com pena que varia de 2 a 8 anos de prisão.

A polícia apontou que um bracelete avaliado em R$ 5 mil, foi comprado por cerca de R$ 700. Por uma corrente avaliada em R$ 10 mil, uma das lojas pagou R$ 1,7 mil.

Segundo a delegada, os responsáveis pela loja de Igapó também confessaram o crime e informaram que as peças foram derretidas para fazer outras joias de ouro. A loja quer fazer um acordo de persecução penal, para devolver pelo menos os valores aos proprietários, porém ser responder penalmente.

Por outro lado, a dona da loja que fica localizada no shopping da Zona Sul negou o crime, mas já foi presa em outra ocasião por compra de ouro roubado, segundo a polícia. O crime investigado no caso das lojas é o de receptação qualificada, cuja pena pode variar entre 3 e 8 anos.

“Nossa recomendação é que as vítimas procurem uma delegacia para registrar a ocorrência e que as lojas não comprem joias de procedência duvidosa. O problema não é o fato de comprar ouro, mas se ela paga R$ 1 mil por um produto de R$ 10 mil, ela sabe que aquilo não tem uma procedência certa”, explicou a delegada Danielle Filgueira.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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